Minhas palavras são molhadas
Elas derretem na minha boca
Raramente são dosadas
Geralmente são loucas
Minhas palavras são doces
Mel dos mais saborosos
Escorrendo pelos lábios dengosos
Direto para a boca de amores
Minhas palavras são dores
Que sangram o piedoso coração
Que matam a fugídia ilusão
São óculos no meio da escuridão
Localizando temores
Minhas palavras curam feridas
Assim como a de qualquer um
Vibram com a felicidade em comum
Oferecem ideias e saídas
Confortam pessoas perdidas
Pessoas com sentido nenhum
Minhas palavras são vazias
Entopem os ouvidos
Distorcem as finas linhas
Não comprem o que é dito
A língua e os lábios tão perdidos
Comprimem sintonias
Compreendem os bandidos
Minhas palavras são ouvidas
Posso expressar ao máximo
Mas não forço serem entendidas
Uns me chamam de ácido
Outros falam com palavras comedidas
Bem, eu não acho…
Minhas palavras são perdidas
Se perdem em meio à gritaria
Palavras raras, palavras de sabedoria
Me pergunto “o que o sábio faria?”
E recolho cada palavra já proferida
Uma por uma
Discretas e não solícitas
Minhas palavras são raras
Observo atentamente o desafio
Eu muto as situações rasas
E concentro em ser gentil
Tenho medo de escancara-las
Isso não é de meu feitio
Palavras quase sempre são ditas
Palavras quase sempre gesticuladas
Palavras podem ser ampliadas
Palavras podem ser partida
Significação personalizada
Eu não me responsabilizo por como chega a você
Mas ditas as palavras vão ser
Eu não me responsabilizo pelo que você vai entender
Mas se for ouvir…
Terá algo para dizer…
Tag: Portuguese
Invencível
Você merece o melhor dos mundos
Merece o amor de muitos
Merece o passado e o futuro
Merece quebrar todos os muros
Merece mais que momentos fortuitos
Capaz de feitos que nem mesmo ele sabe
Constrói e destrói a própria realidade
Com suas mãos
Desfaz ciclos intermináveis
Ergue pontes e passagens
Faz os próximos se sentirem sãos
E eu assisto admirado suas potencialidades
Achava que era como um Deus em ação
Mais como uma força da natureza
Um poder avassalador
Que não pode evitar a dor
Mas também tem sua beleza
Eu me enganei no passado
Falava sobre o inanimado, mas estava errado
Nunca fomos forças da natureza
Imagina, nem da vida temos certeza
Mas ver o impossível sendo realizado causa estranheza
E você faz o impossível ser tão fácil…
Acontece que deuses são onipotentes
E a natureza não possui sentimentos
E o impossível é uma projeção da mente
E a paixão torna tudo isso crível
Você não é invencível
Você sente
Tristeza, dor, cansaço, doente…
Você é gente
Você sangra, machuca e erra
Você tem seus pesos na mente
Suas âncoras sobre a terra
Você só quer ser feliz
A paz
Como a primeira pessoa que existiu também quis
Aquela que só quem procura, faz
E eu?
Bom, eu te quero
Como o calor no inverno
Como as mãos frias querem cobertor
Se for o tempo, eu espero
Se for alergia, eu desligo o ventilador
Se for gripe, compro o remédio
Eu te quero como nenhum outro amor
Eu sou confuso
Estou confuso com tudo isso
Eu me nego ao feitiço
Eu me jogo no escuro
Sou obtuso quando chega o assunto
E sou ferido
Eu sou machucado pelo passado
Por sentir como um otário
Por confiar e receber nada de volta
Eu me sinto solitário em certas trocas
Às vezes me convenço do contrário
Às vezes eu me pego sendo amado
E amo sem limite ou trajetória
Amo você e sua história
E respeito o contrato
Talvez eu seja um folgado
Pense mais em mim do que em nós
O fato é que eu penso demais
Pensamentos que me negam a voz
Dizem que não sou capaz
E eu me torno meu algoz
Mas não é justo contigo
Que eu exija algo que eu não consigo
Que eu te culpe pelos meus desequilíbrios
Que eu te veja como invencível
Eu deveria estar perguntando:
“Como posso te dar abrigo?”
Ser mais que amor, ser amigo
Não reagir por mando
Ou necessidade
Reagir porque eu te sinto
Você é sensível
É delicado e é flexível
Não há essência de Ílson
Tem de tudo um pouco
Como um grande baú de tesouro
Mas ao invés de ouro
Eu encontro um pouco de você perdido
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Essa conversa foi errada
Sou eu que estou segurando a navalha
E você esperando a barba
Sem cortes, sem falhas
E eu erro toda navalhada
Você já tinha me falado sobre confiança
Sobre irresponsabilidade e sobre infantilidade
Você tinha me falado sobre sua insegurança
E eu não te mostrei estabilidade
A verdade é que eu estou tentando
Mas ao mesmo tempo fico nervoso
Para outros o futuro é misterioso
Para mim, ele é um estranho
Com a faca no meu pescoço
Um mentiroso de rua, famoso
Infelizmente, parente meu
Eu possuo expectativas que não podem ser empurradas para você
Nem para o futuro
Da mesma forma que construímos o agora juntos
Eu devo construir meu ser
Independente,
ser alguém pra mim
E para a gente
O otário
Desacreditado
Descreditado
Deixado no fundo do poço
Largado como uma pilha de osso
Frustrado como seus pais
A própria pomba preta da paz
O desvio de olho de qualquer rapaz
Para o outro lado
Tô acostumado
Palavras de ódio escapam aos montes
De fora, pelos meus amados
De dentro, pela influência de vários
Mas o abstrato se esconde
Ao contrário eu já teria me livrado
Não, o abstrato se desmancha
Os sentidos podem ser trocados
Esquecidos
Alterados
Vencidos
Ajeitados para que soem fracos
Diminuídos quando trazidos
Enganados quando conversados…
O concreto sou eu que faço
Transformo o silêncio em assunto
A brincadeira em significado
Não-dito em falado
E o contrato, firmado
Às vezes não parece muito
Mas dentro do mundo adulto
É o que me deixa saciado
Às vezes eu me sinto um sapato
Daquela música do Roupa Nova
Não sou ultrapassado ou velho
Mas talvez eu seja muito sério
Ou talvez muito idiota…
Tolo demais para não resolver o mistério
Ou só quero levá-lo para a cova
Às vezes eu não quero resposta
O sentimento mais puro de carinho
Beijar na boca, dormir agarradinho
Acordar sem pensar na discussão
Construir no mundo uma ilusão
De uma fugídia perfeição…
O problema é quando estou sozinho
E a ilusão de desfaz no caminho
Os pensamentos me engolem todinho
E eu fico calado.
E eu me sinto…
…
…
Otário?
Sobrecarga
Quando Lorde escreveu Liability, a princípio eu me senti triste. Não porque eu me via na música, na verdade eu nem entendia sobre o que a música significava. Mas a melodia e o refrão são muito fortes e me fazem pensar sobre o que eu sou para os outros.
Depois de crescer, eu comecei a achar essa música meio besta. Claro que você não é um peso. Realmente é um álbum dramático. Meio exagerado e ridículo se sentir assim.
Hoje em dia eu me sinto assim.
Eu sinto demais.
Sou inocente demais.
Eu esqueço as coisas.
Eu sou desatento.
E nervoso.
Eu sempre erro.
Eu tenho muitos defeitos.
E às vezes eles me definem.
Eu me sinto pesado para as pessoas à minha volta.
E elas me olham como um inútil, um coitado, um desistente, um fracassado por escolha própria.
E o pior é que às vezes estão certos.
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Eu entro em uma sala abafada
Mil palavras sendo ditadas por segundo
Gritaria que incomoda como um apito agudo
E eu procuro uma cadeira vazia na sala
Sentado, vejo as milhares de loucuras acontecendo
Demônios e diabos voando,
Os anjos esperneando
Adolescentes bebendo veneno
Um grupo de animais fedorentos
Adultos discutindo o suor americano
E eu assistindo tudo. Pleno.
Levanto a mão pedindo silêncio
Como se fosse acalmar a multidão
Eu falo,
mas a voz é perdida dentro de um milhão
Eu me calo
E sigo para alguma direção
Para longe daquela assombrosa visão
Um caminho que me foi dado
Uma solução pro problema enfrentado
Não sei muito não…
Mas sem ação não tem resultado
Vejo um embrulho ao meu lado
Ele reclama de não saber ser amado
Seu corpo é deformado,
seu rosto é um embaraço de fios
Digo-lhe para confiar nos próprios passos
Mesmo sem saber quais são os fatos
Ela saberá os desvios
Sentei-me novamente porque me perdi
A direção foi mais rápida
Talvez eu me virei e não vi
Preciso tomar uma atitude ou verei partir
Mas a gritaria continua aqui onde restou
E esses ecos, vozes, rostos e cores
Transbordam para fora de quem eu sou
Eu choro de nervoso pelo momento perdido
Eu choro de raiva por ter me traído
Eu choro de lamento por não entender o caminho
Eu choro sentado
E, pelas sombras barulhentas,
Acabo sendo devorado
Deuses da encruzilhada
De amores muitos, de amores mútuos
Quem diria que eu estaria no seu caminho?
Ainda não sabem como as Parcas tecem seus fios
Mas sabemos que eles precisam ficar juntos
Não procuro resposta no acaso,
Assim como não procuro um espelho no escuro
Ao contrário: eu aceito esse laço fortuito
E derrubo minhas barreiras e muros
Por uma possibilidade de futuro
Mas como saber o futuro certo?
Volto à alegoria de Hécate e Janos
Entre o futuro incerto e o passado quieto
Há uma encruzilhada de planos
De destinos, de caminhos abertos
Como saber aonde vamos?
A resposta é: não sabemos
Janos é o deus das possibilidades
Do fim ao começo, das passagens
Não há inércia, não há impasse
A escolha é uma necessidade
Hécate é a protetora da encruzilhada
Ela oferece a luz, a mochila e a navalha
Mas ela não aponta a direção de nada
Estende a mão de ajuda, calada
A alegoria nos faz pensar sobre decisões
Para Janos, o fim é um novo começo
É uma trilha que se constrói consigo mesmo
Com Força, coragem dignos de canções
Não precisa ser um acerto, mas sim
Ações.
Feitos.
Para Hécate, o caminho precisa ser trilhado
Mas com o devido preparo
A devida inteligência
Andamos na trilha com consciência
É a prudência que proporciona o valor
Conquistado
Estivemos por muito tempo encruzilhados
Tempo o suficiente para não saber o que é futuro
E o que é passado
Os caminhos sempre cruzados
Tomados por susto, pelo acaso
Eu gosto dele,
Mas prefiro o caminho planejado
Demos o passo de sermos namorados
Amo você com o que posso
E sei que posso contar contigo ao meu lado
Não estamos caminhando no espaço
A confiança é a solidez debaixo de nossos passos
Olhando em seus olhos
Andamos juntos cada passo dado
Talvez carnaval seja o acaso,
Mas um ano é escolha
Talvez a paixão saia do ato,
Mas o amor se escreve numa nova folha
E se não soubermos como amar?
A gente inventa
E se houver algum problema?
A gente enfrenta
Fui bobo
Achei que o começo do namoro encerraria a encruzilhada
Mas o amor é muito mais do que uma escolha certa
Comedida
Encorajada
Ou intelectualizada
É um caminho contínuo
É uma escolha continuada
E eu te escolho todos os dias, amor
Nessa jornada
Pedra por pedra,
Camada por camada
Um trabalho duro que nunca acaba
Muito mais gratificante do que transar (o que já é divino)
É saber que independente de onde eu vá
A nossa estrada é o meu lar, lugar para onde voltar
E eu não a trocaria por nada.
Como se
Quase como se o tempo parasse
Quase como se meu coração caísse
Quase como se meus olhos inundassem
Quase como se meu peito murchasse
Quase como se meus ouvidos sumissem
Quase como se meus músculos derretessem
Quase como se minha garganta um nó dasse
Quase como se meus dentes amolecessem
Quase como se meus ossos quebrassem
Quase como se a dor nunca passasse
Mas nunca será como se eu me esquecesse
Eu nunca vou esquecer
Um absurdo
Quando você se foi,
eu achei absurdo o mundo continuar girando,
As pessoas andando
E o trabalho chamando
E a vida acontecendo
Encontros, amigos…
Antropoceno
Eu, que vivo me esquecendo,
Não esqueço
Bolsonaro ainda eleito
O céu azul, o sol aceso
E eu, escrevendo meu texto
O conto que você me ajudava a escrever
Depois desse dia não fui o mesmo
Hoje faz três anos que você se foi
E o mundo realmente não parou
As pessoas continuam andando
O trabalho continua chamando
A vida continua acontecendo
Namoro, amigos…
Antropoceno
Já não vivo tão esquecido
Tenho alguém pra levar sempre comigo
Sinto sua falta quase sempre
Sinto falta da minha fiel confidente
Saudade dos momentos só a gente
E daqueles de galera reunida
Saudade ter você como melhor amiga
De brigar, chorar, me desculpar
E de rir profusamente
Igual a você não há
Nunca haverá
Não posso voltar no tempo
Não posso sequer frear
O mundo vai continuar a girar
E as pessoas vão andar
E as memórias se deteriorar…
Como a pedra e o vento…
Às vezes me pego pensando no presente
Você adoraria conhecer Ílson
E Ana Mary B
E o novo álbum da Lorde
E da Florence
Planejaríamos viajar juntos
Mas iríamos de verdade
Talvez nós nos aposentassemos
Com a mesma idade
Criei mil histórias em minha cabeça sobre nossa amizade
Mas nenhuma delas tinha sua morte prematura
Sinto muito, muito mesmo
Saudade sua.
A caçada
Mil outras linhas soltas
Pouco a pouco
Limitam eu
Mil e muitas outras
Linhas soltas
Pouco a pouco
Apagam eu
Um bicho na selva rara
Espreito ávido de fome
A fera sabe dizer meu nome
E olha bem na minha cara
Me destituo de medo
De ódio ou de respeito
A fome devora os sentimentos por inteiro
Eu a encaro de volta
E faço reconhecer minha cara de revolta
Mas ela não se importa
E volta a andar pela mata
Persigo,
Agora com fome e com raiva
Caço minha presa tentando não afasta-la
Mas, quanto mais ando…
Mais me perco na selva fechada…
Agora, com fome e sozinho,
A raiva ofusca o meu caminho
Me encontro na mata fechada
Apenas com um facão, uma mochila
E minha alma desgarrada
Culpar a fera não mostrará o caminho de casa
Planejo próximos passos
Refaço o caminho andado
E me assusto com o rastro:
A destruição que fiz no passado
As plantas que tive dizimado
Os pequenos animais esmagados
Humanos que matei sem pensar
E aqueles que deixei sangrando de lado
Eu que sou o culpado
De repente, o sentido perde sentido
Norte ou Sul, frente ou costas
Futuro ou passado não mais esquecido
De repente, essa trilha não mais se mostra
Não estou perdido
Eu não tenho caminho a seguir
Sento no chão de folhas mortas
Respiro o ar tóxico de natureza
Tento concentrar o que realmente importa
Fecho os olhos
Busco franqueza
O facão pesa em minha mão
Jogo-o no chão
Me desarmo em meio a mata
Mas o medo não mais me empata
Não me pega de supetão
Depois, deixo a mochila cair
Roupas, mapas, canetas, cadernos
Não servirão para mim
Me prendem em lombos eternos
A minha alma desgarrada
Está olhando de longe
Quieta, acuada
Eu a olho de volta, em meio à mata
Com olhos de raiva
Ela corre e se esconde
Retomo a caçada
– Eu posso amar
Encontro de pessoas
As almas correndo soltas
As vozes ecoando loucas
As caras olhando outras
Nós, julgados à forca,
Rindo de coisas tão bobas
É esse o meu lugar
Onde o frio não nos toca
O abraço conforta
E a conversa é um abrigo
É onde a fofoca não demora
A tristeza vai embora
E somos mais que amigos
É estranho como tenho me sentido
Eu sinto que vivo no paraíso
Caminhos outrora perdidos
Agora abertos, revelados e reconstruídos
O passado arruinado ainda deixa vestígios
Mas já não é mais algo escondido
A arte milenar que persiste neste vadio
Não a poesia, mas o amor descomedido
E eu achei que só existia nos livros
Fugi como pude, hoje eu já não consigo
Me entrego à esse paraíso proibido
E de proibido, agora faço meu abrigo
E de silenciado, agora ouço os gritos
E de choro calado, agora são os risos
E de vazio ignorado, agora eu infinito
Você é um bandido, e eu amo isso
Um lince espreitando um bode da montanha
Não temos tempo para uma visão tacanha
Se enfrentarmos o mundo, o mundo apanha
E se corrermos juntos, nada nos alcança
E, quando nasce uma flor de insegurança
Eu destruo pétalas, raízes, para que não expanda
Ao invés dessas flores, eu semeio lembranças
Para que, no futuro, esse jardim da esperança
Nos faça vivos, ativos e felizes, como crianças
Quero conhecer você todos os dias
Descobrir suas muitas versões
Ver suas mudanças e confirmar o fato
Que te tenho em meu coração
Te amo dentro e fora das canções
Te amo quando estou bravo
Te amo quando estou sozinho no quarto
Te amo dentro de multidões
Sinto que estou no lugar certo
Sinto você me querendo perto
Sinto saudade até de nós dois quietos
Sinto que te quero de peito aberto
Palavras… E promessas…
Às palavras, os soluços. Elas saem, mas não encontram quem as ouçam. Desesperadas por um ombro amigo, por algum ouvido que escolha parar de ouvir outros milhares de sons por elas.
Às palavras, os carinhos. Pois elas precisam de conforto depois de se sentirem tão sozinhas. Tão expostas e vazias. O frio da rua não faz bem às palavras, que preferem o calor do contato imediato de outras…
Às palavras, o silêncio. Pois elas também precisam ser escondidas. Elas precisam ser reservadas, educadas, comedidas. Palavras não devem mudar de tamanho, palavras não devem se mostrar para qualquer um. Palavras devem ser usadas na hora certa, de forma assertiva.
Às palavras, meus sinceros lamentos. Pois eu não as respeito desta forma. Elas gritam de minha boca para fora, quando não as seguro na hora. E as sussurro, quando o ambiente não parece seguro. Às vezes eu as ofereço à solidão, jogando pelas ruas durante a caminhada à noite. Às vezes, elas criam confusões e colocam para resolver – a culpa não foi minha, mas das palavras….
De que forma elas sabem a hora certa de aparecer? Como saber que dia plantar uma árvore em um terreno arenoso? Como fazer crescer maçãs em uma amendoeira?
Como as palavras podem transformar você e o que você pensa? Quem é você pelas palavras que diz e deixa de dizer?
Flutuo com a certeza de que o mundo ao meu redor é de pedra, não de ar e não haverá palavra que faça ele desmoronar. Eu me levanto do sonho com a certeza de que os humanos são feitos de palavras e promessas… E o chão parece se desmanchar como fumaça.