Feliz aniversário, amigo

Esta é uma carta para adiantar a despedida
Eu amo você demais para pensar em te perder
Então escreverei isso para me preparar logo
Afinal, sei que não vou lidar bem com isso

Dói em mim pensar em deixar você ir
Dói, porque você foi quem eu escolhi confiar
Mas, enquanto com o tempo, nunca escolhi te amar
A princípio, um estalo e eu pensei muito em paixão
Pensei em mais um romance daqueles de verão

Mas não
Você veio como um engavetamento de carros
Inesperado, violento, barulhento e dolorido
Exatamente como um acidente infeliz
Irresponsável, inevitável, conflituoso e sem final feliz
Eu penso sobre como nunca quis ser seu amante
Penso sobre o amar como algo ainda mais facinante
Queria muito continuar contigo como estamos agora
Sua amizade é realmente o que me faz ter forças pra odiar o mundo
Não sei o que vai ser da nossa dupla comigo sozinho

Já sinto sua falta mesmo antes de você ir embora
Fofocar sobre os eventos não vai ser mais a mesma coisa
Seu sorriso sarcástico pronto pra me perturbar
Seu olhar de atenção quando eu tô triste tristonho
Não quero perder mais um amigo, sabe?
Mas eu sei que você vai conquistar sua vida por aí
São Lázaro é muito pequena pra conter suas habilidades
Sou sentimental e fresco, sei que você vai manter contato quando quiser

Eu não comprei o livro que você queria e me pediu
Invés de comemorar ou sei lá, vou mandar essa carta
Enfim, eu gosto de você, seu corno.
Espero que isso não mude.

Bravado ~

Ouvi a música “Bravado” de Lorde e fiquei pensando sobre meu Bravado. Meu grito de guerra. Minha vontade interior. Talvez o encontrar seja justamente sobre se entender, sobre ao mesmo tempo criar e explorar o que já existe dentro de você. Um baú de pólvora esperando a fagulha.
Essa fagulha já existe.

Toda minha vida eu pensava
Que um dia minha hora chegaria
Mas eu estive mais ocupado
Me preparando para a grande chegada
Não construí sua estrada
E agora não sabia mais se viria

Mas a maré finalmente virou
Os ventos sopram ao meu favor
Os fios do destino ganham entorno
Não tenho entusiasmo pelo retorno
Estranho demais pensar meu corpo
Exposto, num palco pensando a dor
Dolorido, expondo o pensador (colonizador)
Eu não sei se quero para mim isso
Uma vida inteira de professor

Os olhos ávidos por atenção
As armas são apenas o piloto na mão
A única coisa que me agarro
Para manter minha sanidade
É a minha determinação

A sala está cheia e barulhenta
O respeito é de amigo, parceiro
A reclamação é briga, esquenta
Situação de discussão não é passageiro
Eu não quero lidar com criança o dia inteiro

Meu grito está nas pequenas criações
Gosto da independência de suas ações
Vejo de bons olhos todas as questões
E outros pontos que eles trazem consigo

Vejo no aluno um amigo perdido
Aquele que você não fala faz anos
Que faz sempre para você pedidos
Mas que você sabe que para fazer acontecer
São necessárias organizações, novos planos

Sei que é uma forma ruim de pensar indivíduos
Mas é a única forma que me impulsiona a ir
Talvez tudo que fale se torne meros resíduos
Eu não me importo contanto que faça algo fluir

Eu posso tornar esse o meu chamado
Transformar tudo ao meu redor que for tocado
Se tivesse certeza, moveria todos meus recursos
Viria com outros olhos! Traçaria logo o curso!
No entanto, não sinto aquele arrepio
O calafrio despertando na ponta do espinhaço
Meu braço não vira o leme do barco
E o mar revolto me impede de atracar nesse espaço

Então qual será o meu grande chamado?
Por deus, eu não aguento mais a calmaria
O caminhar a esmo sem algum guia
A resposta para qualquer pergunta bastaria

Resposta cujo entendimento depende de mim
Se não atingi-lo, eu estagnarei bem aqui
O grande espectro da expectativa de me definir

Acho que essa foto minha tentando fazer uma pose e absolutamente tudo dando errado é a melhor representação desse texto.

Solidão gentil

É comum querer estar sozinho a maior parte do tempo?
Aproveitar o silêncio no ar
Não preciso facilitar o que falo
Posso enlouquecer e reestruturar ao mesmo num segundo
Ultrapassando as barreiras de minha própria vontade
Sou eu, o avatar que conversa comigo mesmo.

Ser interessante não é necessário
Fico despido enquanto anoto meu diário
Todas essas breves notas passam ao lado
Descarnado passo do meu cérebro almado

Os pés andam enquanto eu permaneço
Um passo atrás do outro, esmureço
O cérebro toma controle, eu o auxilio
Na caminhada do poema de meu-e-seu
Lírico

A disputa não existe de verdade
Até porque quem disputa sou eu
E minha cara metade
Sou apaixonado nessa imbecilidade
Desde primeira palavra minha mão escreveu

Talvez eu esteja me expressando mal
Não romantizo a solidão como uma igual
Faço da solidão uma ente querida
Odeio-na quando eterna presente
Mas sempre estará bem-vinda

Para meus devaneios fluírem
E meus pensamentos correrem
Para a solidão eu logo recorro
E ela sempre com os braços abertos
É onde eu me encontro

O abismo em mim

Novamente estou aqui encarando o abismo, e isso não é vontade minha. Engraçado que era mais fácil quando jovem encarar o abismo e ignorar, mas fica cada vez mais difícil quando os anos passam e você é esse indivíduo sem resposta. Apenas uma imagem sua crescendo e engolindo o seu outro eu, assustado com o crescimento repentino.

Eu queria realmente que eu não tivesse tanta coisa na cabeça, eu queria eu não precisasse reavaliar motivos para me manter vivo. Eu queria que o abismo realmente fosse uma rachadura na parede em que uma fita isolante poderia cuidar. Mas não. Esse abismo é o próprio riftvalley dividindo meu peito em dois e destruindo a minha essência no caminho. No final nem eu mesmo vou me reconhecer, mas não vai importar caso tudo esteja completo. Não vai importar se eu ressignificar meu eu. Se eu seguir em frente. Será se eu quero seguir em frente?
A moral do capitalismo de viver por viver nunca foi tão contraditória para mim. Eu simplesmente não tenho propósito, velho. Não tenho. Como posso viver?

Ciências sociais não é para mim. Eu sou eloquente, mas eu não tenho real interesse em utilizar isso para falar sobre causas. Eu quero o controle, mas também quero a inquietação. Eu gostei da sala de aula, isso é verdade, mas não aguentaria a pressão e nem viver com a cabeça presa no que o diretor quer ou o que os pais de alunos esperam. Eu quero atravessar o mundo do raciocínio das pessoas. Eu quero flutuar entre o consciente e o subconsciente delas com ideias que subversivamente iriam destitui-las de certezas. Eu quero ser a dúvida. Quero explodir e ser entendido em minhas crises. Eu sei que sou um potencial, mas não sei exatamente do quê. Homicida? Suicida? Mártir? Artista? Eu só quero saber.

Enquanto eu não souber quem ou o que eu amo, continuarei nesse vórtex colapsando em mim e destruindo a minha existência e separando-a entre o que eu posso ser e o que querem que eu seja. Eu não sei o que eu sou. O que é esse terreno sendo dividido?
O grito é de desespero porque a loucura às vezes toma posse de minha alma. Não consigo controlar os impulsos que transbordam em textos, em palavras ditas, em desaforos ou em gesticulações.

Destrua-me. Eu me destruo todos os dias. Devore-me. É a única coisa que vai me fazer sentir. Humilhe-me. Não há nada mais de dignidade que sobre em meu ser. No final eu sou ninguém nesse mundo de ninguém e tudo bem. Eu não me importo em ser ninguém, contanto que eu possa sumir e não sentir a singularidade de minha existência contrastando com a simplicidade do comum.

Queria ser mais um menino amante de futebol que traz a noiva para um almoço em casa e que anda tranquilo na rua. Que nasceu com a faculdade já escolhida e com a certeza de um emprego. Queria poder viajar mundos sozinho e falar fluente diversas línguas na adolescência. Queria poder guardar tudo que sinto em uma caixa e solidificar a ponto de poder não racionaliza-los ou sequer questiona-los. Queria ser normal.

Armadura de Diamante 💎

Eu não quero mais amar
Não vou mais me apaixonar
Amores não me levam em nada
Eu fico sozinho andando na estrada

Fodão-se os que amam
Eu morro de pavor desse sentimento
Isso não me faz “mais humano”
Isso me tira o discernimento
Cobre meu corpo com cimento
Joga minha cabeça ao relento
Não vou me apaixonar, mano
Pode fazer outro plano aí

Sou muito esperto para o engano
Todos começam na mesma dança
Prometem amor, falam de mudança
Sorriem para mim, soltam galanteios
No final eu sou jogado para escanteio

Não confio em seus papos de desejo
O encejo nunca foi um equilíbrio perfeito
Quero sim o meu contra o seu peito
Mas dessa vez no final eu que te deixo

E de novo
E de novo

Não vou cansar de estar só
Eu tenho muitos amores ao meu redor
Você é um detalhe que pode chamar atenção
Mas lembre que você é quem está em minha mão
O controle é contínuo e jogado com a mente
Não com o coração

Desculpa, eu tenho medo.
Não conte para ninguém o meu segredo.

*sem título

Sentimentos não morrem
As batidas lembram de batidas outrora gostosas
Agora fantasmagóricas

Não esqueça do amor que sentiu
Naquela primeira vez em que o viu
Não esqueça também agora do vazio que enche sue peito
Por favor não ceda ao medo
De ficar sozinho

Sentimentos não morrem porque você é vivo
Você sente como ninguém e isso é um orgulho, Ivo
Sei que não é a primeira dor que te inflama, e você sabe que não é a última
Lembro disso para você não isolar-se no pranto
Falo isso porque te amo, amigo

Sentimentos bons são bons e devem ser lembrados assim
Os de agora também devem ser lembrados, não ignorados
Você não é só uma flor, você é um mundo de jasmim
Você é hortência, a rosa, você é o dia dos namorados
Os sentimentos ruins merecem também serem respeitados.

Se ouça, amigo. Crie a calma em seu coração.
Bater de asas de beija flor ou qualquer inseto polimerizador não contempla todo um jardim.
Você merece muito mais pra si.

Fiz esse texto para um amigo gay preso em um ciclo de baixa autoestima e contínuos relacionamentos falidos. O amor é um jogo, mas para jogar você precisa ser maduro o suficiente.

Desconstruir meu futuro inexistente

Como imaginar o silêncio de mil sóis explodindo pelo universo?
Como conceber o insurdecedor barulho do movimento em silêncio?
Assim que está minha mente.
Meus olhos conseguem ver
Mas a consciência não compreende

De certo que meu caminho é trilhado
Explorado, meu futuro é inédito
Deixo a sorte ter seu crédito
Estendo a mão e lanço os dados

Quando irei lidar com o fardo?
Esse peso de pensar o inevitável
O conflito em mim desprende
Esse ranger de meus dentes
Esse grito estridente, imparável
Surta meus atos, é intorpecente

Andar está sendo difícil demais
Nesse trecho lamacento, obscuro
Eu já não sei mais se sou capaz
Deixo-me ao relento, não me procuro

Mas o tempo passa
O tempo passa e eu, estagnado
Vejo o futuro de meus amigos
Sinto-me arraigado ao passado
Não sei se o problema é comigo
Não sei nem se eu consigo
As tentativas só dão errado
Queria fugir para um doutorado
Engraçado
Nenhum tema tem me interessado
Sei que estou na beira do fracasso

Será que eu tenho feito o que é de meu agrado?
Ciências sociais, Sociologia, Política, Antropologia…
Esse é o meu lugar no mundo de fato?
Antes eu tinha certeza, adorava o aprendizado
Aprender por aprender não existe neste mundo
Globalizado

Nada me prende a este curso
Nada me chama! Que desgraça!
Calouros sentindo São Lázaro em seus pulsos
Será que meu ano foi uma farsa?
Tentei tanto, mas continuo destituído de……………………………
O sentimento de vazio torce a alma

Uma foto da biblioteca central da UFBA.

Homero

Acorda. Acorda!

Homero abre os olhos e, ao ver o horário, levanta da cama desesperado.

“Meu deus, são quase 5 da manhã”. Segue direto para o choveiro tomar uma ducha fria e garantir as energias de um dia inteiro, mas precisa ser rápido senão perderá tempo. No entanto, ao chegar ao banheiro, ele se questiona: “Que sonho foi esse?”. Esta é a frase que mais ecoa em sua mente no momento. Um sonho brutal, violento, tão real quanto uma lembrança ainda lívido em sua mente e desesperador é ter esse sonho – afinal, que tipo de imaginação é essa que cria desgraça e desespero? Tais assombrações não eram comuns para todos, pelo menos não deveriam ser…

Acorda!

Uma gota em especial caindo em sua cabeça o lembra de seu atraso cotidiano e ele volta a sua rotina. Odiava banhos justamente por causa disso: grande desperdício de tempo! Não podemos perder tempo hoje em dia, e o banho é justamente a junção de gasto de tempo desnecessário com autocuidado também desnecessário. Para quê pensar em milhares de coisas? Para quê cair num devaneio sobre um sonho bobo que eu tive? Para quê tentar entender a mim mesmo ou me dar um pouco de amor? Tempo é precioso e…

Acorda!!

Homero sentiu um arrepio. Estava preparando seu café da manhã e lavando o pote para colocar comida para o gato quando percebeu que já eram 4:30. Quatro e meia! Não havia mais tempo para comer. Deixou o pão cortado na mesa e foi direto escovar os dentes. Novamente chegaria atrasado, mesmo tentando acordar cedo. Havia colocado o despertador para 3:30, mas estava muito cansado para ouvir. Felizmente despertou só por causa daquele sonho terrível. Sonhos não são inúteis e Homero sabe disso: desde pequeno ouviu/ouve histórias sobre com os sonhos mudam as pessoas e em como algumas histórias se tornam a realidade. Seus próprios sonhos o transformaram e transformam o tempo todo, desde o mais delirante até o mais real e possível. Presente é realmente uma dádiva, e deveríamos utilizar isso muito bem para que consigamos ver nosso presente dessa forma. Seus sonhos fazem você se sentir presente? Talvez o que falta fosse justamente esse sentimen…

Acorda, porra!!

Colocando as roupas, ele viu Guto, o gato, miando e subindo em sua cama preparado para pegar a sua meia. Com um movimento rápido, ele pega seu par de meias, guarda e começa a atacar Guto com chamego e carícias, mas são 4:50 e ele não tem como gastar mais tempo com qualquer outra coisa. Quando o gato começa a se interessar, o dono desvia o olhar e recomeça a se arrumar. Ligeiro. As chaves do carro. A carteira. Jogou o lixo fora? Colocou a comida do gato? E a água? Chega de perguntas. Chega de dúvidas ou questões importantes! Por que ele não podia só esquecer tudo e se ligar em seus objetivos? Por que a realidade tinha que ser tão abstrata?

PARA!

Liga o som e sai para um outro dia.

Assim, ele foi. Assim, ele é. E como será? Não tem tempo para responder.

E esse foi o último texto recuperado. Minha irmã apagou todos os textos salvos. Eu fiquei triste, mas não adianta culpar ela nem nada. Homero já tinha sido reescrito de uma primeira vez que eu o escrevi e perdi. Ele representaria o excesso de presente em uma pessoa.

Invisível, inexistente.

“Existe uma lei mais importante que a do governo, esta é a lei da consciência” .

Eu vi uma negra. Uma negra na rua. Com muito dinheiro nas mãos. Tanto que ela não conseguia esconder, ou guardar. Ela estava séria, ela era decidida.

Ela era. Seu sangue foi a segunda coisa que percebi. Era de um vermelho que pingava como vinho,
mas viscoso como óleo. E eu estava vendo o fogo se aproximando.

Ela não era ela, mas não tem muita coisa para ser além disso, talvez preta, talvez mulher, não como se ela tivesse escolha, como se ela quisesse isso para ela.
Eu a vi, e ela estava com dinheiro, estava em sangue. A terceira coisa que percebi não foi olhando, mas em um presumir absurdo: ela não tinha boas roupas. Sujas, rasgadas, velhas, suas roupas mal cabiam no seu corpo.

Como um mito, ela estava ali. Como uma descoberta do óbvio, eu estava lá. Um novo Pero Vaz na terra das índias… Ingênuo e burro este Pero Vaz que se encanta com coisas tão minúsculas! Ambiente? Terras novas? Ouro? Negros da terra? Os negros da nova terra não são dela e nem ela deles. Naquele momento, como o banto chegando de repente, sua seriedade fez sentido. Naquele momento, tribos, sociedades tidas como não desenvolvidas, quilombolas… respiravam o mesmo ar ofegante daquela negra. A mesma ansiedade. O mesmo desespero. Aquelas lágrimas eram todos em uma, numa súplica silenciosa, um socorro abafado que ninguém conseguiria entender. Num sério e arrependido desabafo de sua história, procurou tudo que tinha, pensou em todo dinheiro em suas mãos, e em família, e em amigos. E na voz de todos achou sua dignidade, minguante, mas viva.

Ela caiu no chão. E ninguém a levantou. Ela ainda está lá?

Fotos, um novo e limitado ponto turístico.

Acabou.

Ela? De quem você está falando?

Clamo pela minha existência

Bom dia, senhoras e senhores. Pessoas de todas as idades. Se aproximem e não tenham medo do texto. Sim, é sobre política. Sim, é “militância”. Não, não é um texto genérico. Sugiro que leiam. Ao menos respondam a pergunta.

Tá, é muito difícil descrever o que foi sair hoje na rua, discutir e relativizar o que aconteceu ontem, mas eu vou tentar escrever aqui um pouco disso: a minha visão do que aconteceu ontem (7/10/2018, dia de eleição), de noite para ser específico, e hoje.

Ontem foi desespero. Ontem eu me senti pequeno, indefeso, injustiçado. Não foi só tristeza ao ver que 47% de 170milhões votaram no Bolsonaro, foi desespero. Foi sentir o peso das estatísticas todo em minhas coisas. O peso das Travestis, dos afeminados, das lésbicas, das crianças negras, do Polícia… Todos mortos. Eu senti que mais da metade do país estava pouco se fodendo. Mais que sentir: isso foi provado em minha frente.

As primeiras perguntas que nos fazemos é: Quem se importaria se eu morresse, como muitos outros que já morrem? Quem realmente me olha como ser humano, independente de quem eu seja? Eu tenho como viver aqui? (Note que nas perguntas não tem questões tipo felicidade ou ansiedade. Estou perguntando sobre existência mesmo) E a resposta é Bolsonaro Presidente.

Hoje, em São Lázaro, me senti esperançoso por um momento… Mas não tem como, porque mesmo se #17 perder, ninguém estará a salvo da ideia de que dá pra negociar a VIDA de alguém por… ?
Educação de qualidade para todos? Não… Estabilidade política? Inquestionável realmente este ponto. Boa economia? Podemos tentar.

O problema é que eu não estou afim de saber qual política vale minha vida, ou quantos Trans valem uma política econômica de Paulo Guedes. Eu, pessoalmente, quero viver! Quero ter mais chances de estar vivo! Quero que meus amigos não sejam esmurrados por andar na rua.

Quero que meus amigos possam beijar quem eles quiserem onde quiserem e casar, caso queiram. Quero que todos sobrevivamos. E não quero ter uma sobrevida, mas uma vida.

Desculpa se é pedir demais, mas quero fazer uma pergunta: Quem vale mais – Ícaro aqui(e todos que vão sofrer com Bolso e Paulo Guedes) ou as ideias do fantoche #Bolsomito?

Isso que sinto.

Eu escrevi esse texto aos 18 anos quando Bolsonaro foi para o segundo turno com Haddad. Mais do que nunca eu sinto esse sentimento ampliado em milhões ao ver o senado, ao ver o congresso e ver as candidaturas do PL e do Fe Brasil ascendentes. Eu quero um país para viver e não um reduto cristão. O desespero é real.