Quero ser honesto
Quero ser mau
Quero invés disso
Ver um show mundial
Quero um namorado
Quero um mundo melhor
Quero andar de carro
Ou até a pé só
Quero transar com ele
Até o peixe pedir pra parar
Quero mil vezes você
Quero te reconquistar
Mas se a vida é injusta
E eu só ando à pé?
E mesmo se o peixe não fala
Você não vem nem me quer…
Vida de merda
Já te adianto
Saio trampando o dia todo
Só pensando nos planos
E quando eu tenho um tempinho
Gasto tudo amando
Mas é que por aí tem uns vazios
Que eu tô ocupando
Maldito coração perdido
Eu te amo tanto
Eu te amo sem engano….
Sem ganhos…
E sem saber se quero te ver me amando…
Eu torço por mim
E eu curto a vida
Desce mais uma dose
Lá vou eu pela esquina
E quem me disse
pra viver um dia depois de outro dia
Mal sabe que vivo por hora,
Por minuto por dia
Cada segundo cronometrado
Não dispenso ousadia
A vida é boa pra caralho
Fumo um e trabalho
Às vezes encontro meus amigos
Bando de cara chato
Eu gosto mais é do meu quarto
Do meu eu bagunçado
Das festas eu engulho apenas
A música e uns machos
Mas fica chato quando já tá no fim
E eu olho ao redor e não tá mais aqui
Não tem nem amigo, nem você e nem a música
Então bolo um Beck e fumo pensando em Cazuza
“Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia”
Vida de merda
Já te adianto
Saio trampando o dia todo
Só pensando nos planos
E quando eu tenho um tempinho
Gasto tudo amando
Mas é que por aí tem uns vazios
Que eu tô ocupando
Talvez eu esteja exagerando
Pare, reveja sua vida!
Pense no tempo gasto!
Mas nunca deixarei de ser devasso
Por mais que não seja normal
Por mais que não seja legal
É o que eu faço!
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Dia 4: A morte
Espinhos por todo o corpo
Cabelo, braços, pescoço
O mundo era seu palco
Juntava multidões
Realizava espetáculos
E a todos, esperniava
Ah! Tudo Agonizava!
Não aguentava tamanha audácia!
Petulância inebriada.
O emprego era simples
Emprego de estração
Chegava com material em mãos
Retirava maldita maldição
E tamanha era minha frustração…
Ninguém queria receber ela
Mas chegava sempre na festa
Sozinha se sentia, deprê
Nunca sentiria prazer…
O toque era sempre leve
Como uma brisa à tarde de primavera
Ninguém nunca jamais espera
Ela se alimenta assim…
Surpreendentemente fiquei assim
Surpreendido com o espetáculo
De fato, também horrorizado
Maldita filosofia que não cura
O que guardo debaixo da armadura
Ingratidão à senhora querida
Peça “por favor”
antes de tua vinda
Sentirá o frio quando
seus dedos longos tocarem tua ferida
Não terá nenhum plano
Que impedirá seu avanço
Dessa maldita
De repente está
De repente existiu
De repente chorará
De repente, ninguém viu
Tudo foi muito rápido
Não saberia como reagir
E o mundo caiu
Não há mais volta
Faca, ideia ou pistola
Acabou o Brasil
Queria te ver de novo
Fumar maconha
Comer um biscoito
Amei-te pela infância
Lembrarei-te pela magnânia
De novo, de novo e de novo.
A morte me fala todo dia
Que ela não é maldosa
Ela só boa companhia
Ri quando conto piadas
Mesmo que sejam mais perigosas
Ela me protege de espadas
Nada poderia ferir a vossa
Senhora
Mas eu nunca teria
Um romance com a morte
Será que… Aconteceria?
O chamado da morte
Clamando entre as ruas
Minha boca encostando na tua…
Olha, por sua sorte
Jogo paciência como esporte
Sou homem de médio porte
Lido com meus problemas de frente
Sou cabra criado, sou gente
Desfaço chamado
Sou potente
Puxei-te a alma pro lugar
Martelei seus dedos
Nunca mais vão soltar!
Maravilha estar como está
MALDITO NECROMANTE
Não queria ser salvo
Queria voar bem distante
Cair e receber minha ferida
Necessária morte sagrada
Poupe-me
De tamanha labuta
Consagra-me
Com tua esperteza
E conduza-me para onde me cura
Oh peste que escuta!
Desata-me de tuas bagunças
Desfaço minhas apostas
Expulsa, expulsa
Livro-me de ocasiões impostas
Viverei minhas vida
Sem tempo de ida ou vinda
Serei eu para o mundo
E a morte pode vir me dar um susto
Dia 3: Três Cavalos Fumando
Uma fazenda abandonada
Grilos estavam cantando
Não acontecia nada
Se tivessem olhando
Verdade não contada
Não segure espanto
Mas a fazenda pacata
Escondia animais semi-humanos
Atentos aos meandros
Quietos, espertos, malandros
Pisando fofas patas
Criando sua Arcádia
Paraíso dos falantes
Sejam pequenos, grandes
Todos dão entrada
Satisfeitos da jornada
E eles cantando!
E ainda dançando!
Coelhos e vacas
Ratos e cabras
Imitando filmes mexicanos
Atuando o “Super-Pasta”
Mudando algumas falas
Rindo e chorando
Parece besteira falando
Eu não acreditava
Quebrei a cara
Mas fui fotografando
Olha aqui:
Três cavalos fumando
Não, não era engano
E não, eu não estou brincando!
Eram três cavalos fumando!
E um deles estava montado
Era montado por outro cavalo
Sim, eram dois cavalos malhados
E um cavalgando em cima dos outros
Abestalhados
Aonde eu os vi você pergunta?
Foi logo ali
Naquela fazendo maluca
Uma grande espelunca
Mato cobrindo todo lugar
Exceto o curral, celeiros e a casa
Espertos bichos encrenqueiros
Vou acabar com essa farra já!
Pois subo cerca
Invado a propriedade
O controle que me perca
Vou revelar a verdade
Embrenho-me no mato
Arranco plantas como posso
Encontro alguns ossos
Rastejo para passar silencioso
Vou pegá-los no ato
Cada vez mais difícil passar
Dou meu máximo por cá
A primeira vez foi mais fácil
Sinto algo de errado pelo ar
A noite cai ao chão
Escuridão me devora
Uma mísera minhoca me apavora
Sigo na mesma direção
De alguma forma, perdi-me nessa ida
Não consigo achar a passagem
Perdi a entrada e a saída
Sentindo-me Bobo e selvagem
Um cheiro forte de medo
De suor, dor e peito
Cheiro fétido que indica direção
Sigo, já querendo sair da escuridão
Vejo a fazenda
Em um ângulo diferente
Tudo parece maior, e imponente
Domino o lugar
Sigo em frente
E o que estou fazendo?
O que farei?
Estou tanto incomodada
Devo encarar a bicharada
Entro no celeiro
Vejo a turma
De repente, enrubreço
Uma voz: “Continua!”
Música desperta tocando
Todos na balada
Sigo eles balançando
Esqueci da bobajada
Quero mais viver
Sem continuar julgando
Rua é Saber
Ela está chamando
Dia 2: Xenomorfo
Masculinidade traidora
Famosa pelo desconforto
Submete o mundo todo
Domina a contragosto
A princípio uma aposta
O tudo valendo o corpo
Ele faz o primeiro lance do jogo
E espera um romance amoroso…
Pois sua vida é autodestruição
A pobreza do dia a dia é dura
Até Deus o deixou na mão
Sempre andando a via escura
Amigos? Não me faça rir
Comparsas
Que vivem o mesmo que ti
Párias na guerra criada
Guerra imaginária
Guerra que estará por vir
Voltemos ao amor à dois
Tão doce quanto uma canção
Ela é a liberdade, pois se despôs
À ele, esperando um garanhão
Ele pomposo, todo brincalhão
A vida se encheu de cor e sentido
De repente foi do inferno ao paraíso
Ela sabia seu nome e falava com ele
A solidão subitamente esqueceu-lhe
Mas ele ainda estava em guerra
Homem que é homem, é homem! Porra.
E ele que é homem, também erra
Um pequeno erro, olhem só!!
Como, sei lá, o cérebro derretido por pornografia
Claro que tudo entrou numa fria
Não sabia que ela poderia escolher
E ela decidiu que não
Oh não! Que traição!
Que dor! Que invada a solidão
Não tem mais nada a perder
Sua vida, um eterno sofrimento
Não provou do calor e criou ressentimento
“A vingança virá, mas não contra você”
Porque a culpada não é ela
É a sociedade que me machuca
Ela me oprime, ela me expulsa
Ela é todo mal que me deixa frustrado
É o calo que piso em meus sapatos
Então a resposta está na autodestruição
Mas esta com a certa motivação
Comprarei uma arma, um rifle ou canhão
Detonarei todo e cada vilão que encontrar
Vocês não vão mais me maltratar
Homem não percebeu no momento
Que ele criou o próprio sofrimento
Sua cabeça fraca seguia
Fraca persistia
Em fraca recompensa
Em fraca força
E em fraca sabedoria
E seus sentimentos? Infantis
Um adolescente de 40 anos puto
Descobrindo o amor e o ódio juvenis
Sem saber as consequências de tudo
Homem que é homem, é homem, verdade
E ele vai pensar só nisto mesmo
De fuder, beber e em suas “amizades”
Ah, e também no seu próprio pinto
Esse poema é para os filmes de homem cis
Que criticam sua inocência fingida
De “homens” fudidos em suas vidas
Que são interpretados como heróis mirins
E assim volto a minha história
Que nome darei a este moço
Algo que lembre o Xenomorfo
A primeira ideia é a que fica
Que tal Sr. Cabeça de Pica?
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Gente, eu fiz a tempo, mas esqueci de publicar
Dia 1: Coluna Vertebral
Eu paro no meio da rua
Olho para os lados
Vejo pouco além da lua
Algumas casas, e insetos
“É aqui que eu me acabo”
E um grito se vai
Esse muito muxoxo
Mas sofrido demais
Estremeço o osso
Então outro grito se solta
E agora não tem mais volta
Sinto uma criatura dentro de mim
Pronta para me explodir
Grito ainda mais alto
Agora eu sinto a dor
Sinto o amargor em cada segundo
E continuo, apto a cair no chão
E é isso que faço,
O som fica um pouco abafado
A voz trêmula entoa o chamado
O grito se tona um chamariz de otário
E é nessa hora que o show começa
O meu corpo não aguenta a pressão
Já no chão, começa a contorção
A água ali da rua é suor e lágrimas
Se tiver tempo, então que se despeça
Explodo em mil pedaços
Minha carne, meu sangue, minha pele
Por todos os lados
Não sinto mais o que me impede
O passado não faz mais sentido
Não tem mais futuro perdido
Eu me desgraço completamente
Eviscerado, verdadeira carnificina
O sangue no chão não mente
Ele corre, espesso, até a esquina
A carne está maravilhosa
E os insetos estão festejando
Ratos, pombos, algumas idosas…
E até a mosca moribunda
Jantando alegria absurda
Os vizinhos olham assustados
“Ô dó, não pude fazer nada”
Assistindo, fotografando a desgraça
Amanhã os outros serão informados
Fofoca correndo solta na língua de um
E no ouvido da outra
E o que sobrou na rua?
O sangue embaçado, o brilho da lua
A memória de um ato visceral
E a minha coluna vertebral
Criatura amável
Das sombras eu surjo
Alto, largo, profundo
Desafio o delirante surto
Imprimo meus versos
Afundando no mundo
Já não sei mais o certo
Estou muito confuso
Talvez tenha saído do curso
A verdade é que sinto muito
Sentimento verdadeiro
Incompatível tumulto
Borbulhando no meu peito
A verdade é que sinto muito
Por não poder me dar inteiro
Por me colocar em primeiro
Ter respeito pelo que sinto
Criar em mim um abrigo
E eu mais esmoreço
Quando eu não te vejo
E de tudo eu esqueço
Pois amor não está em varejo
Enlouqueço e me transformo
Perdido, confuso, tristonho
Torno-me algo disforme
Não me verás em teus sonhos
Inimaginável poder que corre
Cálido rosto assustado encara
Antes apenas algum tipo de tara
Roubo hoje o sangue que escorre
Omito os segredos que me envolvem
Golpes e pedras não me tocam
Instinto surge em meu âmago
Livro dele as amarras que aprisionam
E assim, eu me transformo
Sou eterna figura em comando
Das sombras à noite, sopro um véu como pano
Cubro os amores e os enobreço
Saberão que meu amor tem um preço
Louve-me, mas só se puder
Talvez seja bom e me impressione até
Desabroxe num sentimento repartido
Duvido que suporte o calor que tenho
Comigo
Transcendo numa explosão
Poder e emoção em constante expansão
Sobrepujo suas palavras com ação
Desafio os limites da ideia de paixão
Canção que só toca no verão
Hoje aqui jaz o inverno
O frio parece ser eterno
Ainda mantenho meu sermão
Reze por você mesmo para mim
Peça tudo que não vai conseguir
Implore clemência diante de seu tudo
E eu pensarei se proponho algum futuro
Pois eu sou o encanto das palavras certas
Sou o sexo suado da madrugada
Sou a mais pura alma aberta
Sou a carência encarnada
Não me toque jamais
E nem olhe nos meus olhos
Não beije meus lábios
Não me ame como pode
Minha loucura é visceral
Toma meu corpo inteiro
Eu sou completo literal
Não apenas um periódico
Companheiro
Eu te deixo ir
Não sou bom com despedidas
Adoro fazer minhas malas
Mas odeio as partidas
Eu chego como quem não quer nada
Inesperada chegada
Me esforço para estar próximo
Povoo meu coração inóspito
Que há tanto tempo está sozinho
Se sente em casa no coração
Vizinho
Eu vacilo na adaptação
Uma hora eu estou aqui para ti
E muitas outras… Não
Perdoe a distância que impus
Tão descuidada assim
Sem sequer oferecer uma luz
Mas eu sou mesmo de viagem
Posso estar no infinito pela paisagem
Mas sempre volto para meu par
Digo lar
E vos amo até com a menor bobagem
Acredite em minhas palavras quando digo
Que não trocaria o meu abrigo
Por nada que não seja contigo
Eu sempre volto
De quem eu já amei eu não solto
Isso eu falo para meus amigos
Para os amores
E quem mais se interessar em escritores
Como eu, infelizes vadios
Procurando razão para compôr versos vazios
É por isso que dói tanto
O abandono que quebra o encanto
A distância que quebra a balança
O equilíbrio não mais me alcança
E se eu voltar e você não estiver mais lá?
O que vou fazer para novamente amar?
Para onde levarei desabrigado coração?
O que escreverei em minha canção?
No caso da ida
Eu te acompanho na despedida
Eu te abraço forte e choro como nunca
E te deixo ir, na esperança de seja feliz
Melhor longe fora daqui
Eu ainda te amarei, sim
Você nunca vai sair de dentro de mim
Balanço ao escutar nossas histórias
Imaginar ou relembrar usando drogas
Mas eu também não pararei
Farei novamente as malas
Aventurar-me-ei
De dia, sangrando a palpitar
De noite, ao fechar os olhos
Morando dentro de seu olhar
Encurralado
Me tirem o prazer
Tirem o amor e a simpatia
Tirem a simplicidade do lazer
Tirem tudo o que eu precisaria
Tirem, mas deixem a covardia
E retirem o orgulho
Levem para longe meu ego
Tornem-no absurdo
Mergulhem-o no mais profundo inferno
Até a timidez tomar conta de tudo
Até não existir mais um lado certo
E continue tirando
Tirem minha inteligência
Subjuguem-na e tomem comando
Defendam a doce inocência
E aos poucos vou atrofiando
E me acostumando à leniência
Pois agora que levem de mim
Levem a confiança para longe daqui
A honra, o poder, a vontade
Podem arrancar com toda liberdade
Deitado depois de meses a fio
Comendo o mesmo prato [literalmente]
Me sentindo vazio [figurado]
Reflito o que ficou comigo
Depois desse amargurado Ícaro
Desistiu dele e do que acreditava
Para não sofrer mais represália
Não sobrou nada
Não sobrou nada
Sempre odiaram que eu fosse livre
O sexo que eu fazia tinha que ter limite
E o que eu falava era burrice
E quando eu opinava, sandice
Estudar é liberdade para quem?
Porque não tira as cordas do refém
Amarrado nas próprias palavras
Refém preso por quem eu amava
E não tô falando de namorada
Por isso eu quero muito fugir
Conhecer outros lugares
Sair daqui
Vivenciar novos milagres
Acreditar que posso ser eu
Completo
Totalmente novo
Sem medo de ser insano
Sem medo dos outros
Backstory de Baldr, o anão mago
E por que você ia querer saber disso, ein? Isso é assunto meu! Vai tratar do que você tem que tratar e deixe isso comigo! Sofrimentos passados não devem ser lembrados de forma tão fácil ou tão tranquila, imbecil.
O que eu posso dizer é que eu sou de longe daqui. As marcas e metais no meu corpo não me marcaram como o passado em que eu vim. Nasci bem, não nego. Filho de nobres anões de uma corte humana que há muito haviam desertado, eu já teria um lugar no mundo mesmo antes de me perguntarem se eu queria, mesmo antes de saber o que era o mundo.
Bem, o começo da história não é muito bonito. Eu nasci em uma vila de anões ao norte muito feliz. E aí os magos vermelhos apareceram e mataram todo mundo. Meus pais tinham dinheiro suficiente para subornar o líder daquela esquadra a me deixar sobreviver. Apenas eu… Ainda lembro os gritos de meu pai…
Bom, eles me levaram para um lugar conhecido pelo domínio de magos vermelhos. Na época eu não sabia muito sobre magos vermelhos, só sabia que eram chatos, poderosos e temidos. Eu sempre gostei da parte de ser temido, mas dos outros ali… Nunca fui muito com a cara não. Não tive tempo para deixar o trauma me corroer e busquei estudar magia desde o momento em que eu cheguei ali, pois me disseram que quanto mais poderoso eu fosse, mais me respeitariam.
Posso dizer que construir meu caminho sozinho, e o que esperar de um anão como eu? Vi muita gente que seguiu o caminho errado morrer… Aqueles que me captaram, porém, me protegeram até eu ter idade para me proteger só e, como os humanos envelhecem rápido, eu acabei tendo que defender meu espaço sozinho.
Um anão não envelhece como humanos, eu lembro meus pais explicando para mim a inferioridade deles. Quando os humanos perceberam que eu era um anão jovem, assim como quando eu percebi que humanos são fracotes, eles me deram as primeiras missões.
Os generais de mais alta casta na magocracia nos dava missões e eu sempre as completava, mas do meu jeito. Eles me mandavam destruir um vilarejo? Eu destruía as casas, mas salvava as pessoas. Traidores? Alguns mortos em minhas mãos, outros feitos como aliados para matar meus inimigos de dentro da organização. E eu já matei pessoas que estavam em meu caminho só porque eu podia. Algumas eu me arrependo, e vejo o rosto na luz das tochas à noite. Outras eu fico feliz por ter tido a oportunidade de matar, e até mesmo esqueci seus nomes.
Ainda assim, mesmo desde pequeno lá, magia foi algo muito difícil de aprender, o que me tornou a ralé da ralé lá dentro. Fez com que eu treinasse só e ficasse forte e resistente (diferente daqueles magrelos), mas também fez com que eu aprendesse magia para me defender.
Se o mundo te joga uma pedra, você não joga a pedra de volta. Você pega a pedra, entalha uma ponta afiada e tenta esfaquear o mundo.
Eu sobrevivi a este mundo.
Quando houve a cisão entre os poderosos magos, eu saí da organização. Sumi da área, fui procurar trabalhos melhores e, quem sabe, a vila de onde eu vim.
Nunca consegui achar tal vida. Acabei parando em Baldur’s gate ganhando a vida ajudando um velho sábio que, em troca, me ensinava magia. A vida era terrivelmente calma.
Até que algo aconteceu…
E você já sabe o que foi.
Explosão da cidade, o velho ficou curioso de saber e me mandou vasculhar numa caravana com outras pessoas. Achou que teria dinheiro, itens mágicos ou sei lá o que. Infelizmente eu sou mandado e sobrevivo ali, então vou fazer o que ele quiser que eu faça.
Acabou aqui a história. Feliz por saber alguma coisa de mim? Agora cala a boca, imbecil. Não quero mais ouvir nada sobre isso. Vai fazer algo útil.
É engano
Por quantas terras intransitáveis
Eu já passei
E por quantos mares tempestuosos
Eu já nadei
Para ter o gosto de você de novo
Na minha boca
Derretendo feito manteiga
Firme como a carne mais suculenta
Quente como o jantar sobre a mesa
Ah, que desejo eu tenho
Viver no mundo onde posso desejar
Infelizmente o real deixa impossível
Alcançar
Besteira minha
Melhor deixar como está
Deixar o desejo em meio ao mar
Não mais andar o caminho até lá
Devo esquecer que te amo
Te ganhar e te ter é engano…
Preciso esquecer que te amo
Tanto…