Just as the stars, falling
The gravity of you was enough
Failing to move away from it
I’m not as strong as earth
Everything seems so simple
Living a life, being in love
You’re sweet as maple
I couldn’t see this coming from above
And you came again, and again
Always giving me what I wanted
But now I know it’s in vain
The compassion doesn’t mean it’s granted
And now it’s the harsh part of falling
The ground may stop me now
But, as I hit the ground
I’m not me anymore, and somehow
It means that love can find me other time
Goddamn you, lord of love
I hate you for this feelings of mine
Don’t want to live in this norm
The sake of finding broken hearts
It’s just like falling as stars
Tag: Poesia
Responsabilidade
Há um cenário de desespero aqui
Pairando no ar, cheirando a ódio
Como protagonista, ao redor eu olho
Mas não há nenhum socorro para mim
Nas mãos palavras são brandidas
Nos olhos, crianças são bandidas
Na rua, até sua olhada discrimina
Meu poder me prende a minha sina
As bestas se dispõem ante minha força
Vila após vila, cidadão após cidadão
Luto com bestas, destrono charlatão
Seus agradecimentos me levam à forca
E repentinamente a vida não é lutar.
Se lutar não é viver, para que tenho poder?
No espelho vejo um outro, um tal de “você”
Quebro o espelho tentando puxá-lo
Para meu lugar.
Acontece de uma batalha perdida
As armas foram mal brandidas
E as feras agora estão preparadíssimas
Olhando para mim, violência garantida
Indefeso eu me protejo como posso
As armas dos outros sempre mais afiadas
Me corto mesmo com todos meus esforços
Mas eles sabem onde dói, pessoas desgraçadas
No outro dia eu acordo e nada estou
Não existe mais eu como no dia anterior
Ao meu redor, tudo cinza e sem cor
A não ser um brilho bem enganador
Corro para ver o brilho e encontro o inesperado
Vejo o meu olhar pelo espelho…
Desorientado… Cansado…
Tento, pelo contrário, animá-lo
“Você se segura nesse estado!”
Talvez a aparência não seja o suficiente
Seu olhar continua para baixo
Um outro dia está pela frente
Um dia em que eu não simplesmente
Não mais me basto.
Aceitação passo por passo
Enquanto as lágrimas secam, surge o vazio
Raramente lembram de falar sobre a aceitação
A aceitação de que tudo outrora construído, ruiu.
Ruínas que não cantam hoje a mesma canção
E agora eu que lute para seguir em frente
Sem mãos carinhosas ou algum abraço quente
A própria ideia de viver sem você já destrói a paz
Eu, que sou capricórnio, odeio mudar minha rotina
Sei que por você eu poderia fazer isso e muito mais…
E é onde mora o impiedoso sentimentos de nada
Nas palavras nunca mais ditas, nos jeitos e voz
Ouço seus áudios e sinto uma culpa danada
Poderia ter sido mais presente, ter um tempo para nós
Egoísta, eu sei.
Se tiver uma realidade depois dessa, desculpa
Estou prendendo você à sua existência antiga
Mas eu vou continuar com o sentimento de culpa
Pois egoísta que sou, ainda quero você na minha vida
Nunca tive a possibilidade de te agradecer por tudo
Você foi mais que uma amiga ou namorada, Clara
Era quem eu dividia meu secreto e silencioso mundo
Agora, já sem você, não existem mais pessoas raras
Os sabores e cheiros e sons ficam… Apenas no mudo.
Eu preciso parar de criar essa coisa à sua volta
Preciso voltar a amar você como apenas memória
Para aqueles sentimentos que me apego, solta!
Para aquelas memórias que eu tenho de você, história.
Digo História, pois é impossível de reescrevê-la
Transbordo sempre palavras, mas só vendo futuro
Não há muros que impeçam a quem nesse barco veleja
Sobre o mar desafiador de correntes fortes que rupturo
As águas feitas de realidades passadas, um suco puro
Deixar-te-ei para encontros em meus humildes textos
Preciso equilibrar o barco e setar logo um rumo
E nas tuas mãos não me parece mais seguro ou oportuno
Guardar-me da vida que ainda transforma meus eixos
Vou despertar em
3
2
1…
Amo-te, boba.
CSSCC
Ela era as minhas palavras
Quando escrita, ela era poesia
Ela era também contos, ficção
Era lindo o que ela fazia
A cada canto, sua mão
Em cada encanto, sua canção
Você estava em tudo das artes.
Na música você era a harmonia
Aquela sensação gostosa
Me provocava alegria
Podia também ser a vibração
Intensidade, o fervo, a fritação
Atravessava tudo, sem ser tediosa
Nas pinturas, a pincelada principal
Aquela que não dá pra voltar atrás
Aquela que sobressai das gerais
Gerando uma pintura colossal
Obras de arte não são você, não.
Você é o cerne da arte, meu coração.
A própria e antes encarnada inspiração.
Na dança, você era a expressão
O talento? Claro que não.
Algo tão frivolo, tão básico
Não seria seu traço.
A expressão não é algo clássico
É o fogo que queima o pulmão,
O que dá sentido ao movimento
Você é o sentimento, interpretação
E por falar em expressão
Nada seria das artes cênicas
Se você não fosse a apresentação
Você é minha década de 90
Encarnada num papel pastelão
O escritor escreve, inventa
O ator recebe a obra e a orienta
Vivendo mil vidas em cena
Você era única em todas elas.
E na ciência, você era humana
Complexa demais para um laboratório
Confusa demais para um iniciante
Criava modelos para o aleatório
Tentando entender o perfeito
Imperfeito.
Eu nunca entendi como apenas “Arte”
Pode significar diversas atividades.
Mas ao te conhecer eu percebi
Que a arte não está nas escritas
Ou nas pinturas, ou nas danças
A arte é um momento, é um sentimento
É alguém que nós amamos
Rimas também não vão ser suficientes
Erro nesse final porque a arte é imperfeita
E é por isso que é especial
Te amo, Clara. Sinto sua falta.

Peça de Baralho
Eu me sinto otário
De novo uma peça no baralho
Não combino nessa mesa
Desamparado, é a tristeza.
Essa sabe o quanto me beija…
Afogado nos sentimentos
Emergi mais uma vez sufocado
Ergui-me sobre meus cacos
Rolo os dados, destino traçado
Todos ali me vendo
Desnudo, desdentado.
Envergonhado de mim mesmo.
Ando molhado por aí
Não confio em amantes
Ou em pessoas ruins.
Só tenho meu coração
Pulsante
E um caminho a seguir.
Meu rosto é desfigurado
Beleza se torna o meu pesadelo
Luto ainda contra os medos passados
Não sei mais se consigo vence-los
Eu ao fim descanso
Numa extenuante dor,
Insignificante.
Não interessa mais aonde me lanço
Logo me vejo como peça
Num baralho gigante.
Yragos e Ossent (parte 2)
…
Ossent abriu seus grandes olhos violetas e o que viu a deixou pasma: ela via a noite ao seu redor, cobrindo-a completamente, como se estivesse em um quarto decorado com a própria escuridão. Na sua surpresa ela exasperou, mas era inaudível – qualquer palavra que falasse ou até mesmo seus movimentos eram inaudíveis. Olhou para baixo, mas apenas via escuridão. As únicas luzes que via eram dos pontos luminosos que brilhavam como os olhos de uma criança, e mais nada. Ela começou a andar e em seguida começou a correr, na tentativa de achar um limite, em que pudesse achar uma parede ou algo que entendesse para poder se ancorar, mas quanto mais corria, maior ficava o lugar, com aqueles pontos luminosos continuavam no mesmo lugar.
Ossent não era uma pessoa muito paciente ou respeitável, pois virtude foi uma palavra que ela fugiu por muito tempo, em um tempo que sequer se lembrava. Ela sabia que podia confiar no que podia ler e entender sobre o passado e apenas isso – e por isso que lutava com os Sem Pátria. No entanto, até mesmo uma pessoa que jurou para si nunca se submeter a nenhuma força tem limites e, ao perceber que não conseguia se lembrar de como havia chegado lá e de que não sabia o que era tudo aquilo, Ossent apenas ajoelhou e chorou. Ela não sabia ao certo o porquê estava chorando, mas ela não tinha mais nenhuma outra coisa para fazer ali, isolada de tudo e todos que conhecia, assim como um pedaço de pedra flutuando pela vasta noite.
Assim que se acalmou, Ossent deitou na escuridão, abriu seus braços e gritou o mais forte que podia. Gritou porque se sentia frustrada. Gritou porque, se aquilo era seu fim, ela ainda não aceitava. Gritou porque parecia certo. E gritou até não aguentar mais, e então dormiu.
Como seria mais fácil se ela não tivesse olhado dentro da caixa.
Acordou algumas vezes e dormiu novamente. Às vezes ela levantava, andava um pouco, mas não conseguia mais discernir diferenças entre o vazio do lugar em que estava e vazias impressões que tinha dele. Um dia ela acordou diferente, com mais ímpeto. Ao cuidadosamente analisar o seu arredor, Ossent viu que os pontos brilhantes haviam mudado de lugar bem drasticamente, e percebeu que agora eles pareciam mais aos pontos de que via ao céu de Ausmus. Em sua frente, ao longe, ela via algo diferente, e apesar de não conseguir reconhecer bem de primeira, avançou rapidamente para aquela direção porque sabia de alguma forma que aquilo estava tão estático quanto ela aquele infinito obscuro.
Era uma escrivaninha, uma caneta tinteiro, muita tinta e muito papel. E ela não conhecia nenhuma dessas coisas. Sentou-se à escrivaninha na cadeira acolchoada e viu tudo aquilo disposto à mesa e, subitamente, sabia o que fazer. Simplesmente sabia. Pegou o papel e começou a escrever e, enquanto escrevia, as informações entravam em sua cabeça, como quando nos esforçamos demais para lembrar de algo e nossa cabeça dói. Ela continuou a escrever e, a cada frase escrita, sua cabeça doía mais. Houve um momento, depois do que deviam ser duas horas para ela, mas na verdade eram meia hora, em que ela tentou parar de escrever e percebeu que não conseguia. Sua mão não mexia sem ela saber, não havia nenhuma outra entidade ali fazendo as anotações para ela, mas uma parte dela simplesmente se recusava a parar porque entendia que ela tinha que entender tudo aquilo. Ou melhor, uma parte dela queria passar por aquilo, quase como se tivesse sido uma escolha que já não se lembrava mais.
E escreveu. Ossent escreveu até seus dedos estarem tortos e em carne viva, até sua cabeça simplesmente não aguentar mais. E, quando parou, algo em seus olhos brilhou. Não com luz, mas com a própria energia pulsando dentro dela. Ao sentir esse impulso vindo de dentro dela, Ossent tentou reagir e segurou a cabeça mais forte que podia. A dor era imensa e intensa demais, ao ponto em que Ossent simplesmente perdeu a consciência em pé de frente à mesa.
Acordou. Novamente ali. Novamente tudo escuro, com exceção dos pontos brilhantes, mas ela sentia que algo não estava ali. Uma leve dor de cabeça a acompanhava enquanto cambaleava em meio à noite eterna. Em sua frente, sua visão meio turva viu algo distante e andou o mais rápido possível para chegar ali.
Quando chegou, não entendia o que estava vendo. Pela escuridão do chão, algo escuro e viscoso estava impregnado. Ela conseguia enxergar a sombra de algumas coisas, mas não tinha luz suficiente para saber o que era. Em sua frente, a escrivaninha, a caneta e os infinitos papéis. Sentou-se à escrivaninha na cadeira acolchoada e viu tudo aquilo disposto à mesa e, subitamente, sabia o que fazer. Simplesmente sabia. Ao escrever a primeira linha, lembrou o que havia acontecido, mas novamente uma sensação de certeza tomou conta de seu corpo e continuou a escrever. Era tanta informação correndo para sua cabeça que não conseguia controlar entender seus traços – ela sabia o que era e o que não era, mas não entendia o que significava tudo aquilo, como uma pequena criança aprendendo o alfabeto pela primeira vez.
Desta vez ela continuou escrevendo. Mesmo sentindo o sangue descendo por seus dedos, mesmo que a fatiga tomasse conta de seus braços, mesmo que sua cabeça quisesse derreter, nada mais importava além daquilo e era uma única chance.
E então tudo se apagou.
Isso se repetiu mais quatro vezes até Ossent entender que a cada vez que fazia aquilo, sua cabeça explodia. Ela fugiu da mesa, correndo mais longe possível, mas tudo e nada não significavam naquele lugar. Apenas ela e a mesa existiam. Irônico, pois o desejo de toda a vida de Ossent era ser imortal para conseguir viver o mundo, ver o tempo passar, conhecer tudo que podia. E agora ela tinha todo o conhecimento nas mãos, mas tinha medo da consequência.
Passou mais um tempo apenas dormindo e acordando, tentando recordar o que escrevera- se tinha realmente tocado naquela caneta – , talvez até mesmo semana, mas não conseguia achar outra resposta. Sua mente ainda estava destruída pensando naquela revelação, mas o desespero falou mais alto. Então voltou à mesa e vasculhou tudo sob a sombra, mas não conseguia ver nada direito, nem mesmo as palavras que tinha escrito naquelas diversas folhas em sua frente, agora meio sujas também de pedaços de carne que ela julgava que fosse sua cabeça.
Pegou as folhas limpas, a caneta e tentou traçar uma linha. Automaticamente seu corpo sentou-se à escrivaninha na cadeira acolchoada e viu tudo aquilo disposto à mesa, até mesmo os detritos de sua antiga cabeça, e mesmo assim começou a escrever. Dessa vez, ela lembrou que havia feito um plano com as informações que tinha traçado: as informações a revelaram que existem padrões que o tudo respeita e que Ossent poderia utilizar ao seu favor, e já sabia alguns padrões, mas não por completo – e também não sabia como realizá-los ou qual era o específico que a tiraria dali, mesmo que a sedução daquela caneta fosse muito maior do que sua efetiva vontade de sair dali. Conseguiu traçar uma linha de raciocínio, mas era já tarde demais. A dor em sua cabeça estava insuportável. E tudo se apagou.
Dessa vez a mesa estava muito distante e, ao chegar à mesa, quase vomitou com a cena que viu, mas não tinha nada em seu corpo então só saiu suco gástrico, saliva e dor. Tudo completamente sujo de sangue e restos humanos jogados para todo lado. A mesa parecia algum altar anti-humanos. Ela limpou um pouco da sujeira na cadeira e sentou-se à escrivaninha na cadeira acolchoada e, ao começar novamente sua viagem, dessa vez não hesitou. Continuou assim por incontáveis dias. Algumas vezes demoravam mais ou menos para voltar, mas sempre voltava a escrever.
Até que um dia conseguiu tirar uma conclusão sólida sobre o que tinha acontecido com ela. Segurou a caneta mais forte e, logo antes de seu cérebro desligar por conta da dor excruciante, ela usou seu outro braço para afundar a caneta na madeira da mesa, o que fez a caneta quebrar e jorrar tinta por cima dela, enquanto ela olhava para um ponto luminoso específico que sabia que ficava em Ausmus e recitou a canção.
“Estradas desertas não oferecem caminhos ou escolhas
Crianças choram com o aprender
Galáxias são estrelas dos olhos
E o silêncio é o meu saber
E a escuridão é o grito dos olhos.
Mesmo que tente muito não chegará a você”.
E, como se fosse um piscar de olhos, ela estava ali na rua de novo. Seus olhos marejados, sua boca seca, sua cabeça prestes a explodir de tanta dor. Falou algumas palavras que nem lembrava direito para Yragos, que seguiu em frente, enquanto ela esmorecia na rua até desmaiar.
A verdade é que Ossent não lembrava o que acontecera antes de estar naquele silêncio absoluto, e na verdade nunca saberá, mas ela quis algo e assim foi feito. O que há dentro da caixa é um portal, mas ainda é muito cedo para dizer alguma coisa. De qualquer forma, Ossent tinha certeza de uma coisa: toda a vida e até mesmo o mundo e os deuses são uma piada para o que a CAAA está mexendo e, se continuar assim, nada mais vai importar.

Essa é minha mão. Imaginando se eu tivesse no lugar de Ossent.
Dia 31: Playful
É um desafio
É um jogo antiquado
num mundo e em tempos bem distantes
com nobres e monstros para lutar
(nada pode te deter além do mestre!)
Role playing game!
Faça seu personagem
você tem que ser alerta!
Cada movimento crucial
Te separa da morte certa!
A batalha é decisiva,
Você tem que pensar bem.
Você precisa fazer isso pra não morrer!
RPG! ROLE PLAYING GAME!
A chance para ganhar está em suas mãos
Trabalhe com sua equipe para vencer!
Role playing game!
(Inspirada na Abertura de Diamante e Pérola – Pokemon)
Dia 30: Despair
E é assim.
É uma rígida e dedicada bailarina que,
num dia fatídico de domingo,
perdeu o movimento das pernas.
É uma inofensiva garotinha que,
com medo inexplicável de escuro,
é jogada contra o mais sombrio porão.
É o batman caindo no poço,
com a exceção de que não é o Batman
e esse poço não tem saída.
É o “adeus” que ficou em sua garganta
e, mesmo você ainda sentindo falta,
nunca mais terá a chance de dizê-lo.
É preparar toda a apresentação,
como sempre o fizera,
mas no palco simplesmente esquecer de tudo.
É a destruição do mundo aos poucos,
mesmo sabendo que é errado.
Mesmo contando os dias até a extinção.
É a perda de toda esperança.
Dia 29: Guilty
Consigo ouvir seus pés batendo no chão.
Correndo rapidamente e ofegante
Pela forma como corre não sabe onde vai.
Mas eu estou chegando.
E a cada passo meu
três passos deles.
Ainda escuto sua respiração.
Ainda sigo seu rastro.
O desconforto no fundo de sua cabeça
alimenta minha vontade de vê-lo.
E, por mais distância que ele tome,
só está perdendo tempo e fôlego.
Taquicardia leve ou pesada,
não importa.
Eu sei que, no fim dessa trilha,
eu encontrarei a mim mesmo.
Encurralado, com medo da verdade.
Dia 28: Vulnerable
No meu quarto escuro
escondo o frágil coração.
Não sou um soldado, não.
Não sou revestido de armadura.
Simplesmente sou simples e aberto
Não tem porquê não ser direto.
Ao invés de pele dura, pois,
defendo-me com a ferida exposta.
A fraqueza como escudo
fortalecendo minhas costas.
Não saberão meu segredo,
que meu sofrimento eu vivo só.
Que eu deixo passar todo mal
através dos rombos já deixados em mim.
No fim do dia, estarei no quarto.
Somente eu e meu coração.