Dia 6: Fantasmas Virtuais

Sandice minha pensar
Que algum dia poderia amar
Alguém de mediocridade o bastante
Para não reconhecer minha superioridade

Estávamos nós conversando
Conversa séria sobre alguns planos
Me abro pra ti
Confesso que eu te amo
Desisto de fugir do amor
Depois de tantos anos…

E vou para cima
Refaço minha rotina
Dia-a-dia comendo contigo
Cruzando as linhas
Quem diria que um dia
As Parcas cansariam de nossa
Parceria

Monotonia eu sei que não foi
Fomos agitados do começo ao fim
Festas, bares, encontros e afins
Mesmo quando estava só por mim
Ainda assim não parava de ver nossas fotos

Te amando sem propósito
Não vi a tragédia chegando
Coitado de mim, leviano
Ingênuo achando que estava tudo resolvido

Que o amor não estava só comigo
Ah, mas esse erro é antigo.
É pré-histórico!

Um bobo da corte sem maquiagem
Sem alarme de aviso
Só tenho uma plateia comigo
E, é claro, o seu riso

Eu não consigo acreditar em camaradagem
Não vejo nenhuma coragem
Na real eu sinto raiva disso
E pena do cansado menino

Enfim, de volta aos finalmentes
Vou-lhes contar o que aconteceu
Estávamos juntos quando o dia anoiteceu
E amanheci só de repente

Sozinho, amores.
Só.
Como um caminhoneiro na estrada
Toda irregular e esburacada
Sem volta do destino que escolheu
Mas até sem entender o que aconteceu
E sem poder reclamar de nada…

Eu tentei conversar com ele
Por mais de um dia seguido
Mas ele se escafedeu
Sumiu sem deixar vestígios

Eu insisti
Pois eu sou confiante
Eu sei que sou belo
Não mereço um tratante
Mereço o mais honesto

Bobajada minha…
Além de mal me responder
Ele mentia…

Eu devo ter sido o diabo
O inferno para ele
Ou só mais um otário

Não saberia dizer

Muito fácil dar ghost
Fugir dos problemas
Deixar pra depois
Deixar os outros presos
E criar novos esquemas
Longe do outro
Mas sempre tendo o otário na gaveta

E eu já fui muito otário
Cansei, velho… Cansei.

Dia 4: A morte

Espinhos por todo o corpo
Cabelo, braços, pescoço

O mundo era seu palco
Juntava multidões
Realizava espetáculos

E a todos, esperniava
Ah! Tudo Agonizava!
Não aguentava tamanha audácia!
Petulância inebriada.

O emprego era simples
Emprego de estração
Chegava com material em mãos
Retirava maldita maldição

E tamanha era minha frustração…

Ninguém queria receber ela
Mas chegava sempre na festa
Sozinha se sentia, deprê
Nunca sentiria prazer…

O toque era sempre leve
Como uma brisa à tarde de primavera
Ninguém nunca jamais espera
Ela se alimenta assim…

Surpreendentemente fiquei assim

Surpreendido com o espetáculo
De fato, também horrorizado
Maldita filosofia que não cura
O que guardo debaixo da armadura

Ingratidão à senhora querida
Peça “por favor”
antes de tua vinda
Sentirá o frio quando
seus dedos longos tocarem tua ferida
Não terá nenhum plano
Que impedirá seu avanço
Dessa maldita

De repente está
De repente existiu
De repente chorará
De repente, ninguém viu
Tudo foi muito rápido
Não saberia como reagir
E o mundo caiu
Não há mais volta
Faca, ideia ou pistola
Acabou o Brasil

Queria te ver de novo
Fumar maconha
Comer um biscoito
Amei-te pela infância
Lembrarei-te pela magnânia
De novo, de novo e de novo.

A morte me fala todo dia
Que ela não é maldosa
Ela só boa companhia

Ri quando conto piadas
Mesmo que sejam mais perigosas
Ela me protege de espadas
Nada poderia ferir a vossa
Senhora

Mas eu nunca teria
Um romance com a morte

Será que… Aconteceria?

O chamado da morte
Clamando entre as ruas
Minha boca encostando na tua…

Olha, por sua sorte
Jogo paciência como esporte
Sou homem de médio porte
Lido com meus problemas de frente
Sou cabra criado, sou gente
Desfaço chamado
Sou potente

Puxei-te a alma pro lugar
Martelei seus dedos
Nunca mais vão soltar!
Maravilha estar como está

MALDITO NECROMANTE
Não queria ser salvo
Queria voar bem distante
Cair e receber minha ferida

Necessária morte sagrada
Poupe-me
De tamanha labuta

Consagra-me
Com tua esperteza
E conduza-me para onde me cura
Oh peste que escuta!

Desata-me de tuas bagunças
Desfaço minhas apostas
Expulsa, expulsa
Livro-me de ocasiões impostas

Viverei minhas vida
Sem tempo de ida ou vinda
Serei eu para o mundo
E a morte pode vir me dar um susto

Dia 3: Três Cavalos Fumando

Uma fazenda abandonada
Grilos estavam cantando
Não acontecia nada
Se tivessem olhando

Verdade não contada
Não segure espanto
Mas a fazenda pacata
Escondia animais semi-humanos

Atentos aos meandros
Quietos, espertos, malandros
Pisando fofas patas
Criando sua Arcádia

Paraíso dos falantes
Sejam pequenos, grandes
Todos dão entrada
Satisfeitos da jornada

E eles cantando!
E ainda dançando!
Coelhos e vacas
Ratos e cabras

Imitando filmes mexicanos
Atuando o “Super-Pasta”
Mudando algumas falas
Rindo e chorando

Parece besteira falando
Eu não acreditava
Quebrei a cara
Mas fui fotografando

Olha aqui:

Três cavalos fumando
Não, não era engano
E não, eu não estou brincando!

Eram três cavalos fumando!

E um deles estava montado
Era montado por outro cavalo
Sim, eram dois cavalos malhados
E um cavalgando em cima dos outros
Abestalhados

Aonde eu os vi você pergunta?
Foi logo ali
Naquela fazendo maluca
Uma grande espelunca

Mato cobrindo todo lugar
Exceto o curral, celeiros e a casa
Espertos bichos encrenqueiros
Vou acabar com essa farra já!

Pois subo cerca
Invado a propriedade
O controle que me perca
Vou revelar a verdade

Embrenho-me no mato
Arranco plantas como posso
Encontro alguns ossos
Rastejo para passar silencioso
Vou pegá-los no ato

Cada vez mais difícil passar
Dou meu máximo por cá
A primeira vez foi mais fácil
Sinto algo de errado pelo ar

A noite cai ao chão
Escuridão me devora
Uma mísera minhoca me apavora
Sigo na mesma direção

De alguma forma, perdi-me nessa ida
Não consigo achar a passagem
Perdi a entrada e a saída
Sentindo-me Bobo e selvagem

Um cheiro forte de medo
De suor, dor e peito
Cheiro fétido que indica direção
Sigo, já querendo sair da escuridão

Vejo a fazenda
Em um ângulo diferente
Tudo parece maior, e imponente
Domino o lugar
Sigo em frente

E o que estou fazendo?
O que farei?
Estou tanto incomodada
Devo encarar a bicharada

Entro no celeiro
Vejo a turma
De repente, enrubreço
Uma voz: “Continua!”

Música desperta tocando
Todos na balada
Sigo eles balançando
Esqueci da bobajada

Quero mais viver
Sem continuar julgando
Rua é Saber
Ela está chamando

Dia 2: Xenomorfo

Masculinidade traidora
Famosa pelo desconforto
Submete o mundo todo
Domina a contragosto

A princípio uma aposta
O tudo valendo o corpo
Ele faz o primeiro lance do jogo
E espera um romance amoroso…

Pois sua vida é autodestruição
A pobreza do dia a dia é dura
Até Deus o deixou na mão
Sempre andando a via escura

Amigos? Não me faça rir
Comparsas
Que vivem o mesmo que ti
Párias na guerra criada
Guerra imaginária
Guerra que estará por vir

Voltemos ao amor à dois
Tão doce quanto uma canção
Ela é a liberdade, pois se despôs
À ele, esperando um garanhão

Ele pomposo, todo brincalhão
A vida se encheu de cor e sentido
De repente foi do inferno ao paraíso
Ela sabia seu nome e falava com ele
A solidão subitamente esqueceu-lhe

Mas ele ainda estava em guerra
Homem que é homem, é homem! Porra.
E ele que é homem, também erra
Um pequeno erro, olhem só!!
Como, sei lá, o cérebro derretido por pornografia

Claro que tudo entrou numa fria
Não sabia que ela poderia escolher
E ela decidiu que não
Oh não! Que traição!
Que dor! Que invada a solidão

Não tem mais nada a perder
Sua vida, um eterno sofrimento
Não provou do calor e criou ressentimento
“A vingança virá, mas não contra você”

Porque a culpada não é ela
É a sociedade que me machuca
Ela me oprime, ela me expulsa
Ela é todo mal que me deixa frustrado
É o calo que piso em meus sapatos

Então a resposta está na autodestruição
Mas esta com a certa motivação
Comprarei uma arma, um rifle ou canhão
Detonarei todo e cada vilão que encontrar
Vocês não vão mais me maltratar

Homem não percebeu no momento
Que ele criou o próprio sofrimento
Sua cabeça fraca seguia
Fraca persistia
Em fraca recompensa
Em fraca força
E em fraca sabedoria

E seus sentimentos? Infantis
Um adolescente de 40 anos puto
Descobrindo o amor e o ódio juvenis
Sem saber as consequências de tudo

Homem que é homem, é homem, verdade
E ele vai pensar só nisto mesmo
De fuder, beber e em suas “amizades”
Ah, e também no seu próprio pinto

Esse poema é para os filmes de homem cis
Que criticam sua inocência fingida
De “homens” fudidos em suas vidas
Que são interpretados como heróis mirins

E assim volto a minha história
Que nome darei a este moço
Algo que lembre o Xenomorfo
A primeira ideia é a que fica
Que tal Sr. Cabeça de Pica?

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Gente, eu fiz a tempo, mas esqueci de publicar

Dia 1: Coluna Vertebral

Eu paro no meio da rua
Olho para os lados
Vejo pouco além da lua
Algumas casas, e insetos
“É aqui que eu me acabo”

E um grito se vai
Esse muito muxoxo
Mas sofrido demais
Estremeço o osso

Então outro grito se solta
E agora não tem mais volta
Sinto uma criatura dentro de mim
Pronta para me explodir

Grito ainda mais alto
Agora eu sinto a dor
Sinto o amargor em cada segundo
E continuo, apto a cair no chão

E é isso que faço,
O som fica um pouco abafado
A voz trêmula entoa o chamado
O grito se tona um chamariz de otário

E é nessa hora que o show começa
O meu corpo não aguenta a pressão
Já no chão, começa a contorção
A água ali da rua é suor e lágrimas

Se tiver tempo, então que se despeça

Explodo em mil pedaços
Minha carne, meu sangue, minha pele
Por todos os lados
Não sinto mais o que me impede
O passado não faz mais sentido
Não tem mais futuro perdido

Eu me desgraço completamente
Eviscerado, verdadeira carnificina
O sangue no chão não mente
Ele corre, espesso, até a esquina

A carne está maravilhosa
E os insetos estão festejando
Ratos, pombos, algumas idosas…
E até a mosca moribunda
Jantando alegria absurda

Os vizinhos olham assustados
“Ô dó, não pude fazer nada”
Assistindo, fotografando a desgraça
Amanhã os outros serão informados
Fofoca correndo solta na língua de um
E no ouvido da outra

E o que sobrou na rua?
O sangue embaçado, o brilho da lua
A memória de um ato visceral
E a minha coluna vertebral

Criatura amável

Das sombras eu surjo
Alto, largo, profundo
Desafio o delirante surto
Imprimo meus versos
Afundando no mundo
Já não sei mais o certo
Estou muito confuso
Talvez tenha saído do curso

A verdade é que sinto muito
Sentimento verdadeiro
Incompatível tumulto
Borbulhando no meu peito

A verdade é que sinto muito
Por não poder me dar inteiro
Por me colocar em primeiro
Ter respeito pelo que sinto
Criar em mim um abrigo

E eu mais esmoreço
Quando eu não te vejo
E de tudo eu esqueço
Pois amor não está em varejo

Enlouqueço e me transformo
Perdido, confuso, tristonho
Torno-me algo disforme
Não me verás em teus sonhos

Inimaginável poder que corre
Cálido rosto assustado encara
Antes apenas algum tipo de tara
Roubo hoje o sangue que escorre
Omito os segredos que me envolvem

Golpes e pedras não me tocam
Instinto surge em meu âmago
Livro dele as amarras que aprisionam

E assim, eu me transformo

Sou eterna figura em comando
Das sombras à noite, sopro um véu como pano
Cubro os amores e os enobreço
Saberão que meu amor tem um preço

Louve-me, mas só se puder
Talvez seja bom e me impressione até
Desabroxe num sentimento repartido
Duvido que suporte o calor que tenho
Comigo

Transcendo numa explosão
Poder e emoção em constante expansão
Sobrepujo suas palavras com ação
Desafio os limites da ideia de paixão

Canção que só toca no verão
Hoje aqui jaz o inverno
O frio parece ser eterno
Ainda mantenho meu sermão

Reze por você mesmo para mim
Peça tudo que não vai conseguir
Implore clemência diante de seu tudo
E eu pensarei se proponho algum futuro

Pois eu sou o encanto das palavras certas
Sou o sexo suado da madrugada
Sou a mais pura alma aberta
Sou a carência encarnada

Não me toque jamais
E nem olhe nos meus olhos
Não beije meus lábios
Não me ame como pode

Minha loucura é visceral
Toma meu corpo inteiro
Eu sou completo literal
Não apenas um periódico
Companheiro

A plea for me

May God forgive me
For I have sinned
Though I tried to run and to omit
Nor my love neither I were capable of it

Oh Lord please forgive me
Purify and wash away all my sins
The temptation of the flesh was made
And my hunger can no longer hesitate

I surrender to thy mighty power
And leave my soul for thee to clean
There will be no place to be coward
Hopefully thy kindness will guard me

Again however must I upset thee

God, you know it all
Know how create life
How the triumphant falls
And the miserable can thrive
Thee should have known my flaws
So perhaps…
God made me right

I apologize for my arrogance
The plans of the mighty one
Are possible to escape by none…
They are not for us to comprehend…
To vanish I promise to have no intent

Suddenly I must kneel
Feeling the overwhelming desire
To prey over and over to my messiah
Looking for a shelter, looking for heal
Looking for other to share a meal

For thee, my Lord, is immortal
Unexplainable, inescapable
And perhaps… Immoral
thus ways justifies the sufferable
I, nevertheless, neglect the pain
Even my Love for thee is undeniable
Will it satisfy your disdain?

And what honor can someone get
In a place made of terror and desgrace?
Help me God to understand that
The feeling of complete emptiness

Eu te deixo ir

Não sou bom com despedidas
Adoro fazer minhas malas
Mas odeio as partidas

Eu chego como quem não quer nada
Inesperada chegada
Me esforço para estar próximo
Povoo meu coração inóspito
Que há tanto tempo está sozinho
Se sente em casa no coração
Vizinho

Eu vacilo na adaptação
Uma hora eu estou aqui para ti
E muitas outras… Não
Perdoe a distância que impus
Tão descuidada assim
Sem sequer oferecer uma luz

Mas eu sou mesmo de viagem
Posso estar no infinito pela paisagem
Mas sempre volto para meu par
Digo lar
E vos amo até com a menor bobagem

Acredite em minhas palavras quando digo
Que não trocaria o meu abrigo
Por nada que não seja contigo
Eu sempre volto
De quem eu já amei eu não solto

Isso eu falo para meus amigos
Para os amores
E quem mais se interessar em escritores
Como eu, infelizes vadios
Procurando razão para compôr versos vazios

É por isso que dói tanto
O abandono que quebra o encanto
A distância que quebra a balança
O equilíbrio não mais me alcança

E se eu voltar e você não estiver mais lá?
O que vou fazer para novamente amar?
Para onde levarei desabrigado coração?
O que escreverei em minha canção?

No caso da ida
Eu te acompanho na despedida
Eu te abraço forte e choro como nunca
E te deixo ir, na esperança de seja feliz
Melhor longe fora daqui

Eu ainda te amarei, sim
Você nunca vai sair de dentro de mim
Balanço ao escutar nossas histórias
Imaginar ou relembrar usando drogas

Mas eu também não pararei
Farei novamente as malas
Aventurar-me-ei
De dia, sangrando a palpitar
De noite, ao fechar os olhos
Morando dentro de seu olhar

Fogo e Carne

Existe um fogo dentro de mim
E Ele mareja meus olhos
Eu não paro de tossir

É um fogo com propósito
Um fogo fácil de admitir
Ele queima por dentro
Por fora e tudo que vier
Por aí

Ele me entoxica
A garganta fecha na hora
Mas eu não paro de sorrir
Me devorar o calor adora

O fogo queima da garganta
À alma, que amansa, descansa e
Espanta qualquer um que apague
A chama que cresce por aqui

Por mais que o fogo tome tudo
Tome o fôlego,
tome conta de mim
Eu manejo o controle
E queimo sem me deixar ferir

Claro que exige prática
O cheiro de queimado não é tão…
Ruim…
Mas quando tudo é quente
O frio parece congelar todo o mundo
E o gelo parece não ter fim…

Pois eu me ponho disposto
E queimo a todo gosto
Queimo,
até as cinzas queimarem de novo
Queimo,
Para provar todo seu fogo

É doloroso
Mas não é imposto
Aceito a dor e faço dela arte
Seja fogo, serei sua carne

Inimigo inigualável

Acordo ou durmo
Já não tenho certeza
A dura realidade fatia minha cabeça
Comprometendo meus pensamentos
Fazendo com que eu enlouqueça

O tempo é uma piada de mau gosto
Levanto quando me é bem proposto
Escovo os dentes, lavo o rosto
Olho o espelho, vejo o desgosto
Vejo a agonia abafada na garganta
Vejo as nuvens que obstruem a mudança

Silencio as vozes do medo
Não tenho mais forças para vence-las
Deito em meu leito
Eterno desfecho
E evito ao máximo percebe-las

A janela anuncia a claridade
A janela anuncia a escuridão
Elas mudam à plena vontade
E não me dizem muito não…

Eu continuo na roda da tortura
Seguindo uma rotina de destruição
A minha maior aventura
É afastar quem me dá a mão

Levanto de novo e de novo estagnado
Uma hora ou um dia passaram
A fome se devora sem nem um prato
O vazio enche minha mente
Comidas nunca alimentaram o ego
Fragilizado

E há atividade para cuidar
Ler, escrever e me esforçar
Nah, vou deixar tudo pra lá
Já não tenho nada pra provar
E, se tenho, estão certos em duvidar

E para quê lutar??
Tudo não parece fazer sentido
As cores perderam o tom
Escrever sobre sentimentos é cansativo
É melhor (me) largar de mão

Deixa definhar na escuridão
do quarto
Não existe mais solução
pro meu caso
Acho que é algo psicológico
mas não me trato
Por que não fala logo o óbvio?
se faz de coitado
Prefere a piedade dos outros
e ser maltratado
Ao invés de apontar monstros,
tornou-se um

Inimigo inigualável