Cansei de meus problemas serem tratados com supérfluos quando só eu sei o que eu tô sentindo ou vivendo. Ser pensado como indivíduo característico de um grupo que não me identifico porque vocês se acham inteligentes o suficientes para me classificar e classificar minhas vivências. Quando chegamos ao ponto de pensar sobre o outro e entender a realidade como perspectivas ou de forma analítica, vocês nunca vão conseguir porque estão presos em discursos pessoais personalizantes que só falam sobre pessoas e não sobre uma realidade em comum.
Apolo é uma companhia muito boa para momentos de reflexão. Estou cansado do povo de minha faculdade.
Ouvi a música “Bravado” de Lorde e fiquei pensando sobre meu Bravado. Meu grito de guerra. Minha vontade interior. Talvez o encontrar seja justamente sobre se entender, sobre ao mesmo tempo criar e explorar o que já existe dentro de você. Um baú de pólvora esperando a fagulha. Essa fagulha já existe.
Toda minha vida eu pensava Que um dia minha hora chegaria Mas eu estive mais ocupado Me preparando para a grande chegada Não construí sua estrada E agora não sabia mais se viria
Mas a maré finalmente virou Os ventos sopram ao meu favor Os fios do destino ganham entorno Não tenho entusiasmo pelo retorno Estranho demais pensar meu corpo Exposto, num palco pensando a dor Dolorido, expondo o pensador (colonizador) Eu não sei se quero para mim isso Uma vida inteira de professor
Os olhos ávidos por atenção As armas são apenas o piloto na mão A única coisa que me agarro Para manter minha sanidade É a minha determinação
A sala está cheia e barulhenta O respeito é de amigo, parceiro A reclamação é briga, esquenta Situação de discussão não é passageiro Eu não quero lidar com criança o dia inteiro
Meu grito está nas pequenas criações Gosto da independência de suas ações Vejo de bons olhos todas as questões E outros pontos que eles trazem consigo
Vejo no aluno um amigo perdido Aquele que você não fala faz anos Que faz sempre para você pedidos Mas que você sabe que para fazer acontecer São necessárias organizações, novos planos
Sei que é uma forma ruim de pensar indivíduos Mas é a única forma que me impulsiona a ir Talvez tudo que fale se torne meros resíduos Eu não me importo contanto que faça algo fluir
Eu posso tornar esse o meu chamado Transformar tudo ao meu redor que for tocado Se tivesse certeza, moveria todos meus recursos Viria com outros olhos! Traçaria logo o curso! No entanto, não sinto aquele arrepio O calafrio despertando na ponta do espinhaço Meu braço não vira o leme do barco E o mar revolto me impede de atracar nesse espaço
Então qual será o meu grande chamado? Por deus, eu não aguento mais a calmaria O caminhar a esmo sem algum guia A resposta para qualquer pergunta bastaria
Resposta cujo entendimento depende de mim Se não atingi-lo, eu estagnarei bem aqui O grande espectro da expectativa de me definir
Acho que essa foto minha tentando fazer uma pose e absolutamente tudo dando errado é a melhor representação desse texto.