Cansei de meus problemas serem tratados com supérfluos quando só eu sei o que eu tô sentindo ou vivendo. Ser pensado como indivíduo característico de um grupo que não me identifico porque vocês se acham inteligentes o suficientes para me classificar e classificar minhas vivências. Quando chegamos ao ponto de pensar sobre o outro e entender a realidade como perspectivas ou de forma analítica, vocês nunca vão conseguir porque estão presos em discursos pessoais personalizantes que só falam sobre pessoas e não sobre uma realidade em comum.
Apolo é uma companhia muito boa para momentos de reflexão. Estou cansado do povo de minha faculdade.
Esta é uma carta para adiantar a despedida Eu amo você demais para pensar em te perder Então escreverei isso para me preparar logo Afinal, sei que não vou lidar bem com isso
Dói em mim pensar em deixar você ir Dói, porque você foi quem eu escolhi confiar Mas, enquanto com o tempo, nunca escolhi te amar A princípio, um estalo e eu pensei muito em paixão Pensei em mais um romance daqueles de verão
Mas não Você veio como um engavetamento de carros Inesperado, violento, barulhento e dolorido Exatamente como um acidente infeliz Irresponsável, inevitável, conflituoso e sem final feliz Eu penso sobre como nunca quis ser seu amante Penso sobre o amar como algo ainda mais facinante Queria muito continuar contigo como estamos agora Sua amizade é realmente o que me faz ter forças pra odiar o mundo Não sei o que vai ser da nossa dupla comigo sozinho
Já sinto sua falta mesmo antes de você ir embora Fofocar sobre os eventos não vai ser mais a mesma coisa Seu sorriso sarcástico pronto pra me perturbar Seu olhar de atenção quando eu tô triste tristonho Não quero perder mais um amigo, sabe? Mas eu sei que você vai conquistar sua vida por aí São Lázaro é muito pequena pra conter suas habilidades Sou sentimental e fresco, sei que você vai manter contato quando quiser
Eu não comprei o livro que você queria e me pediu Invés de comemorar ou sei lá, vou mandar essa carta Enfim, eu gosto de você, seu corno. Espero que isso não mude.
Ouvi a música “Bravado” de Lorde e fiquei pensando sobre meu Bravado. Meu grito de guerra. Minha vontade interior. Talvez o encontrar seja justamente sobre se entender, sobre ao mesmo tempo criar e explorar o que já existe dentro de você. Um baú de pólvora esperando a fagulha. Essa fagulha já existe.
Toda minha vida eu pensava Que um dia minha hora chegaria Mas eu estive mais ocupado Me preparando para a grande chegada Não construí sua estrada E agora não sabia mais se viria
Mas a maré finalmente virou Os ventos sopram ao meu favor Os fios do destino ganham entorno Não tenho entusiasmo pelo retorno Estranho demais pensar meu corpo Exposto, num palco pensando a dor Dolorido, expondo o pensador (colonizador) Eu não sei se quero para mim isso Uma vida inteira de professor
Os olhos ávidos por atenção As armas são apenas o piloto na mão A única coisa que me agarro Para manter minha sanidade É a minha determinação
A sala está cheia e barulhenta O respeito é de amigo, parceiro A reclamação é briga, esquenta Situação de discussão não é passageiro Eu não quero lidar com criança o dia inteiro
Meu grito está nas pequenas criações Gosto da independência de suas ações Vejo de bons olhos todas as questões E outros pontos que eles trazem consigo
Vejo no aluno um amigo perdido Aquele que você não fala faz anos Que faz sempre para você pedidos Mas que você sabe que para fazer acontecer São necessárias organizações, novos planos
Sei que é uma forma ruim de pensar indivíduos Mas é a única forma que me impulsiona a ir Talvez tudo que fale se torne meros resíduos Eu não me importo contanto que faça algo fluir
Eu posso tornar esse o meu chamado Transformar tudo ao meu redor que for tocado Se tivesse certeza, moveria todos meus recursos Viria com outros olhos! Traçaria logo o curso! No entanto, não sinto aquele arrepio O calafrio despertando na ponta do espinhaço Meu braço não vira o leme do barco E o mar revolto me impede de atracar nesse espaço
Então qual será o meu grande chamado? Por deus, eu não aguento mais a calmaria O caminhar a esmo sem algum guia A resposta para qualquer pergunta bastaria
Resposta cujo entendimento depende de mim Se não atingi-lo, eu estagnarei bem aqui O grande espectro da expectativa de me definir
Acho que essa foto minha tentando fazer uma pose e absolutamente tudo dando errado é a melhor representação desse texto.