Você me rasga a pele
Corta com a língua
Definha meu corpo
Você me humilha
Você detona meu cabelo
Finge que dá conselho
Você é meu escárnio
O dedo grudento de alho
Você é nojento pra caralho
Você destrói minha autoestima
Me faz passar fome
Você me finge e me xinga
Me morde cru e me come
Devora inteiro meu rosto
Boca, pés, pêlos, pescoço
Maltrata até mesmo o morto
Você não respeita a paz do outro
Já se tornou comum ser odioso
Não se importa sobre quem será
E sobre quem pode ser
Apenas importa causar desconforto
Ser o inimigo do meu prazer
E quando olho de novo pra você
Olho com um ódio no seu olho
Percebo que nunca foi o outro
E vejo minha imagem, no espelho
Esmorecer
O que há de errado com ela?
Por que está tão sem brio?
Ela deveria ser agradecida
Ele não deveria ser tão sombrio
Agradecida pelas oportunidades
Da vida
Como sempre, olhar gentil…
O morto-vivo que nunca desistiu
Incansável na sua procura
Sem sede, sem fome, sem vontade
Confundindo usura com vaidade
Sem pensar…
Não pensa a criatura
Só segue em frente
Sempre na busca
Com a fome de mente
Faminto pela busca
Não cuida de si e nem mais sente
Só cuida da busca
Morreu no meio dela
Numa determinação tão potente
Que o segue no pós vida
___________________________________________________________
Eu não estou sendo muito agradável comigo esses tempos. Eu preciso de um terapeuta novo e novos objetivos de vida. E me perdoar.