Estou cansado
De insistir em estar errado
Subjugado
Maltratado
Machucado, ferido de fato
Perdido, no meio do mar
Largado
E sinto um náufrago
Que navegava os mares do conhecimento
Sem saber
Que subia as ondas da mente
Que pescava peixes por prazer
Peixes conscientes
Eu não saberia dizer
Não sabia que sou/são inteligentes
Me sinto um náufrago
Pois não sabia navegar esses mares
Nunca naveguei
Mas fui com a garra, cara e coragem
E naufraguei
Me perdi entre o controle do barco
E a direção que estava seguindo
Me sinto perdido no meio do caminho
Eu sei aonde quero ir…
Certo?
Agora que sendo no meio do nada
olhando as águas da praia
Nada me parece concreto
O som do mar é o que mais ouço
Eu ouço me chamar para navegar de novo
Meu barco está meio maltratado
Mas é quase novo
Eu poderia engatar
Ir para o mar sem virar o rosto
Mas meu estômago embrulha
E acaba pesando meu corpo
Que caminho eu deveria traçar?
O que seria melhor?
Já não posso desistir de velejar
Mas também não posso fazê-lo só
Estou naufragado
Com um medo retado do mar
Agitado, enevoado
Que resolvi me jogar
Se ao menos tivesse bússola
Tivesse um mapa
Tivesse ajuda
Lembro dos conselhos de um amigo
Consigo na ilha do náufrago fazer um
Abrigo
Mas não é suficiente
Eu quero sair desse lugar perdido
Esquecido por deus
E voltar para meus objetivos
Jogo meus dados
Rezando pela sorte do dia
Quando eles me derem um bom resultado
Eu erguerei novamente o barco
E seguirei meu caminho
Rumo a meu destino
Qualquer que seja esse, de fato