Meu corpo no limite
Eu estico os braços para apanhar
O que me Permitem tocar, apreciar…
Mas sempre do lado de lá
Nunca posso viver o Shangrilá
Sou demais para poder amar
Ah, na verdade sou de menos
Sou instável, sou fácil
Sou cozinhado pra depois
Assar…
Meu corpo está no limite
Sei que tem pouco que devo provar
Mas lidar com os outros
Impondo o que me atinge
Parece que não me compensará
Minha mente está no limite
Eu tento me esforçar
Dou duro pelos compromissos
Mas mesmo assim não consigo chegar
Minha mente está no limite
Vocês querem que eu vos imite
Mas eu sempre fui quem vos fala
E sei quem quero me tornar
Estou cansado do mundo em volta
Cansado de abaixarem minha bola
Sinto o menosprezo nas atitudes silenciosas
Eu tento muito
Mas não consigo ir embora
Eu estou em meu limite
A linha já não segura o equilibrista
Ele rebola e se assusta com a altura
A platéia ri e o aplaude lá em cima
Ele sabe que, se cair… Não tem cura
A linha foi cortada
Os limites ultrapassados
As mentiras contadas
E o amor…
O amor foi revogado
Eu preciso revogá-lo
Preciso, pois é tudo que me resta
Decido, por não querer um papel nessa peça
Convido, para curtimos a seresta
Converso, o que realmente interessa
Dividido, entre o sentimento, a razão
E a promessa
Promessa de me colocar na frente
Me proteger do perigo eminente
De construir uma casa pra gente
Quando devo seguir meu próprio caminho
Ah, eu me sinto vazio
Uma solidão que não aquece o frio
Que congela o coração palpitante
Que me distancia do que é querido
Consequências de se ter o limite
Traído
E fazer o lamento
Tardio