Juro que não é culpa minha
Um desejo não deve ser escondido
Vocês podem me ver como bandido
Mas eu ainda nem passei a linha
Sabe, a violência é contagiosa
Contagiante sentimento de poder
Deixa a pessoa bem poderosa
Se souber como proceder, claro
Eu sou a solução para essa sociedade
Um ponto final em todas as discussões
O que eu fiz foi a pura amostra de vontade
Minha e de outros em certas ocasiões
A verdade é que somos todos podres
De uma podridão que envergonha deus
Deus que abandonou os pobres
Pobres que outrora foram filhos teus
E agora choram aos meus pés?
Pedindo para parar de ser eu?
Eu estou dando uso a esse manés
Àqueles que um destino deus já deu
E por que a deus não cabe a prisão?
Prendam-no e deixem-no lá
Sua bondade é uma invenção
Benevolência que devora carcará
Somos onipotentes nós mesmos
Eu vos mostro isso o tempo inteiro
Mas vocês morrem de seus medos
Não aproveitam a força… Tão…
Incompletos…? Meeiros…?
Então vos darei uma chance
Provem para mim sua dignidade
Destruam sua própria vida
Ou as dos outros, por vontade