11 – Fé

Eu me toco
Eu me vejo
Sinto meus dedos no espelho
O vento passa pelos meus pêlos
Eu sinto meu corpo

Mas eu não vejo por dentro
Não sei se existe
Não vejo meus sentimentos
Não toco, não vejo
Mas eu sempre me lembro
Lembro do que disse
Palavras voando ao relento…

Não são reais,
Não servem de nada

Preencho minha taça
Líquido viscoso e gasoso
Ele escorre da garrafa bondoso
Me esquenta e me agrada

As sensações marcam a pele
Fica quente, vermelha
Fica fria, fico leve
O álcool me submerge

O que seria eu, além de deus?
Dividido entre a carne e o sentimento
Entre o agora e o adeus
A carne e o pensamento

O engano e o querer
Respostas para o vir a ser
Não sou um ou outro
Sou ambos, para seu desgosto

Sagrado e profano
Dono de um paraíso só meu
Depois da festa, desato os panos
De confete
Para descansar no sorriso de Romeu

E as elucubrações céleres
Que me arrastam do destino certo
Me deixam um pouco inquieto
Fazendo da realidade, hipérbole
E da imaginação, concreto

Pois eu que fiz a luz
Fiz os carros, fiz as terras
E em mim que tudo isso reluz
Ganha sentido, afeto
Vira moderno, se encerra

Sim, eu sou deus
E o mundo não precisa saber meu nome
Já mataram tantos como eu
E os que se gabam… Seus nomes somem

Sim, eu sou cultuado
Sou lembrado por amados
Para uns, o não nomeado
Para outro, um etéreo nunca amargo

Busco essa verdade a anos
Por debaixo do tapete
Por entre os panos

Estava procurando em outros deuses
Procurando alguém para ser meu âmo
Não reconhecia meus poderes
Mas reestruturei os planos

A imaginação existe enquanto eu existir
Ela espelha a minha realidade compartilhada
Eu sou o deus de mim
Deus da verdade ilimitada

E, quando eu tiver em meu fim
Diga a todos que eu morri por nada

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Esse ano eu passei muito dele esperando um deus, querendo assumir alguma fé. Talvez exista uma força espectral que dê um sentido nas estrutura do universo, quanto que nós decalcamos sua inteligência. Mas isso não significa que essa criatura quer nosso bem ou mal. Acho que nós devemos ser por nós. Não existe outra pessoa além de nós mesmos no fim do dia.

E a referência do final foi porque o cristianismo merece acabar ou ao menos ser menos considerado. Como algo importante.

A plea for me

May God forgive me
For I have sinned
Though I tried to run and to omit
Nor my love neither I were capable of it

Oh Lord please forgive me
Purify and wash away all my sins
The temptation of the flesh was made
And my hunger can no longer hesitate

I surrender to thy mighty power
And leave my soul for thee to clean
There will be no place to be coward
Hopefully thy kindness will guard me

Again however must I upset thee

God, you know it all
Know how create life
How the triumphant falls
And the miserable can thrive
Thee should have known my flaws
So perhaps…
God made me right

I apologize for my arrogance
The plans of the mighty one
Are possible to escape by none…
They are not for us to comprehend…
To vanish I promise to have no intent

Suddenly I must kneel
Feeling the overwhelming desire
To prey over and over to my messiah
Looking for a shelter, looking for heal
Looking for other to share a meal

For thee, my Lord, is immortal
Unexplainable, inescapable
And perhaps… Immoral
thus ways justifies the sufferable
I, nevertheless, neglect the pain
Even my Love for thee is undeniable
Will it satisfy your disdain?

And what honor can someone get
In a place made of terror and desgrace?
Help me God to understand that
The feeling of complete emptiness