Das bênçãos que deuses possuem
Nenhuma delas é mais forte que Eros
Aquela que prendeu Apolo a Jacinto
Dionísio e Ampelo
Aquiles e Patróclus
A história e Homero
Nenhuma representa como me sinto
Mas mostra como sentimentos são poderosos
Coitado de Jacinto
Mas mostra que o poder dos deuses é finito
Esta data pra mim significa isso
Entre o amor e a morte
Entre o silêncio e o suplício
Não é que não me importe
Mas eu vejo padrões nesses ritos
O quão podemos vê-los diferentes?
A morte só dói para aquele que sente
Que viveu um amor que ninguém explica
Que pode ser dessa ou de outra vida
Voltemos ao gregos
Como eles podem explicar nossas vidas?
Que já viveram de tudo por inteiros
As dores e as delícias
Os amores e as feridas
Não me parece justo o amor parecer fácil
Como se atravessar uma avenida
Como querer um beijo da pessoa mais bonita
Mas a verdade é que é fácil
Como atravessar a rua pela primeira vez
Como pedalar sem rodinhas
Como assumir o que você fez
Não necessariamente andar em uma linha
Gosto de pensar sobre as Parcas
Costurando o grande tapete da vida
Cruzando destinos em linhas
Moldando pessoas em casa chegada e partida
Pessoas são tudo aquilo que foram
Seu passado não deixa de existir
Pessoas são aquilo que são
Pois podem moldar que destino seguir
Pessoas serão algo
Independente de que caminho ir
Pessoas não são coisas que seguramos por aí
Jacinto não era de Apolo
Assim como a uva não é de Dionísio
E como a morte não é de Aquiles
E Homero quase que foi esquecido
O que não se pode negar são essas raízes
Conexões que vão além do Elísio
Essas conexões vivem como fios
Tecendo o tapete da gente
Enquanto que procuramos sermos felizes
E do Elísio,
às vezes nos alcançam no mundo mortal
Pois Enquanto existir Eros
Esse ciclo não haverá final
Peço a bênção de Anteros
Para esses versos finais
O mundo gira com força
Ao passo em que o fios toram do tapete
O tempo não vai parar pelo seu amor doente
Faça um favor e me ouça
Viva seu amor, pense em você
Se resolva!
Seja feliz da forma em que possa
Não dependa de outra pessoa.