Espinhos por todo o corpo
Cabelo, braços, pescoço
O mundo era seu palco
Juntava multidões
Realizava espetáculos
E a todos, esperniava
Ah! Tudo Agonizava!
Não aguentava tamanha audácia!
Petulância inebriada.
O emprego era simples
Emprego de estração
Chegava com material em mãos
Retirava maldita maldição
E tamanha era minha frustração…
Ninguém queria receber ela
Mas chegava sempre na festa
Sozinha se sentia, deprê
Nunca sentiria prazer…
O toque era sempre leve
Como uma brisa à tarde de primavera
Ninguém nunca jamais espera
Ela se alimenta assim…
Surpreendentemente fiquei assim
Surpreendido com o espetáculo
De fato, também horrorizado
Maldita filosofia que não cura
O que guardo debaixo da armadura
Ingratidão à senhora querida
Peça “por favor”
antes de tua vinda
Sentirá o frio quando
seus dedos longos tocarem tua ferida
Não terá nenhum plano
Que impedirá seu avanço
Dessa maldita
De repente está
De repente existiu
De repente chorará
De repente, ninguém viu
Tudo foi muito rápido
Não saberia como reagir
E o mundo caiu
Não há mais volta
Faca, ideia ou pistola
Acabou o Brasil
Queria te ver de novo
Fumar maconha
Comer um biscoito
Amei-te pela infância
Lembrarei-te pela magnânia
De novo, de novo e de novo.
A morte me fala todo dia
Que ela não é maldosa
Ela só boa companhia
Ri quando conto piadas
Mesmo que sejam mais perigosas
Ela me protege de espadas
Nada poderia ferir a vossa
Senhora
Mas eu nunca teria
Um romance com a morte
Será que… Aconteceria?
O chamado da morte
Clamando entre as ruas
Minha boca encostando na tua…
Olha, por sua sorte
Jogo paciência como esporte
Sou homem de médio porte
Lido com meus problemas de frente
Sou cabra criado, sou gente
Desfaço chamado
Sou potente
Puxei-te a alma pro lugar
Martelei seus dedos
Nunca mais vão soltar!
Maravilha estar como está
MALDITO NECROMANTE
Não queria ser salvo
Queria voar bem distante
Cair e receber minha ferida
Necessária morte sagrada
Poupe-me
De tamanha labuta
Consagra-me
Com tua esperteza
E conduza-me para onde me cura
Oh peste que escuta!
Desata-me de tuas bagunças
Desfaço minhas apostas
Expulsa, expulsa
Livro-me de ocasiões impostas
Viverei minhas vida
Sem tempo de ida ou vinda
Serei eu para o mundo
E a morte pode vir me dar um susto