Me molha o biscoito
Isso, apenas mais um pouco
Deixa o biscoito desmanchar
Me devora olhando no meu olhar
Preenche meu peito nervoso
Angustiado
Tremendo ante o prazer de te sentir tocar
Te sentir chegar perto e me pegar
Quero sentir você feliz
Quero sentir você
Eu já te vi em ação
Tive minutos, horas
Dias em suas mãos
Eu tento abrir uma competição
Disputo o poder
Espero sua reação
Quem olha de fora
Vê batalhando um lobo
E um leão
Claro que no fim eu me rendo
Essa não é uma questão…
A força de uma paixão
Tão simples e inevitável
Tão bonita e tão frágil
Tão doce como melaço
Derretendo na boca
Deixando a loucura mais louca
O impossível ser piada
As estrelas serem abaixadas
Só para que possamos tocar
Mas hoje eu não sinto nada
Eu não vejo as estrelas
E o melaço não parece doce
A loucura me subiu à cabeça
E o impossível?
Virou impossível e acabou-se
Tenho medo de estar negando o amar
De ter considerado a paixão máxima
Como a única forma de celebrar
Mas quando a paixão de doce
Vira ácida
E quando sua função parece secundária
Será que existe amor aí?
Eu odeio me sentir exposto
Vulnerável, aberto, bobo
Mas não me importo com isso
Se o preço de amar requerer certos sacrifícios
Tudo bem, eu consigo
Mas poxa, eu queria ser também preferido
O sexo não me enche com a atenção
Que eu preciso
E, mesmo quando há a ideia de sexo
me faz preterido…?
Que amor é esse em seu peito?
Em seu ouvido?
Que sentimento é esse?
Que eu estou sentindo?
Eu deveria estar recindindo?
Talvez uma distância dê sentido
É… Eu preciso estar sozinho