Tesão e Agonia

Até quando o tesão vai curar
A agonia do meu peito?
Movo montanhas e quadris
Movo pernas pra dar um jeito

Mas a agonia não sai do peito

Eu sinto o prazer em meu corpo
Vibro com ele por inteiro
Seja ele momentâneo, brincadeira
Ou verdadeiro

Eu me faço desejo
Eu o compro, vendo
E alugo à endereço
Mas nunca por dinheiro

E sou feliz sem medo
Me jogo, me revolto
Me tensiono, relaxo e melhoro
No final olho pro espelho
Estou sorrindo,
arfando o peito

Desperto de uma vontade
Inegável
Chego perto para pedir mais
E sentir seu corpo colado

O prazer preenche o ar
Seu cheiro, nosso gozo
Desvio o olhar
Pra você não ver que eu achei gostoso
Divino, delicioso

Feliz antes que a agonia torne tudo oneroso

A agonia do meu peito tem sentido
Tem uma vontade própria
Ela segue um instinto
Eu sou uma vontade risória
Sou um fiapo de destino
Em meio à teia fios

A agonia me remete a problemas
Que cuidar sozinho eu não consigo
Preciso de terapia
De um ombro amigo
Queria que alguém pudesse se ver
Comigo.

Por receio
Eu acho que tenho medo
Eu nunca fui de amar direito
Mas o sexo eu já respeito
Já me conecto
Já sou esperto
Crio as regras e as leio

E essa agonia do peito
Ela faz parte da vida
Ela não tem hora pra chegar
E nem partida
Ela me provoca sobre meus problemas
E também me motiva
E no final eu sempre acho uma saída

O sexo é temporário
A agonia é contínua
Talvez eu me case com ela
E me dê o controle de minha vida

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