Saí correndo da caverna
O dia mais temido chegou
Eu olho para frente espantado
alguns até pensam “é teatro”
Não sabem como eu estou
Me tremo igual um idoso doente
vejo a linha no horizonte
Ali estava o perigo iminente
corro, digo “se esconde!”
para o besouro, o rato, uma lady
Mas todos eles… Inertes
Um desafio cada vez mais crescente
Ao passo que crescia, ficava quente
As cores simulavam o fim de tudo
Sei que não tem nada mais absurdo
Nascer na caverna tem suas vantagens
viver até agora isolado foi legal
mas nada dali me deu tal coragem
para peitar algo tão monumental
E a criatura sai de sua alcova
tão grande quanto o mundo
tão assustador quanto a escuridão
Mas era pior: num movimento surdo
a criatura toma sua posição
A luz tomava tudo que tocava
Ao ver, meus olhos deram uma lacrimejada
Procurei alguém, mas não restara
Andei a esmo na direção contrária
Calor aumentando visivelmente
suor na pele a gente logo sente
Acostumar com o Sol foi uma canseira retada.