31 – Desfecho

Sou o fim e o começo
Eu nunca desvaneço
Vários Ícaros foram escritos aqui
E todos eles continuarão a existir
Vivendo suas vidas dentro de mim

Eu sou a diaba do prazer encarnada
Eu sou a solidão conformada
Sou o fim do mundo em vão
Eu sou você, sou eu emais quantos virão

Sou a negação do amor ainda vivo
Sou eu sou a bala atravessando este maldito
Estou sendo o desnudar da alma
Em toda sua horriridade
Corporificada

Sou a completa pira sem noção
Sou a resposta para qualquer pergunta
Mas sem solução
Sou o mais genérico possível
Sou único, hereditário e invencível

Eu sou as merdas que falei dos outros
Sou o dia bonito
Natural para todos os gostos
E, quando não bonito, me animo
Pois sou o dia de ficar em casa
Escondido

Sou a preguiça que me domina
Sou a conspiração que você ouviu
Na esquina
Sou o mais inventivo o que posso ser
Eu sou eu, e você vai ser você

Você pode tentar, mas nunca vai ter
Sou o diabo e o demônio
Sugando a alma de seu ser
Sou o conhecimento profundo
Eu sou magnífico

E eu sou a poesia escrita cada dia
Sou eu, o final desse mês
Eu sou também a despedida

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