Desabafos de um dezembro confuso

Todo dia eu peço aos céus para que as coisas que eu estou vivendo agora não signifiquem nada no futuro. Para que as pessoas, as experiências, os momentos passem. Para que eu possa respirar e viver uma vida digna de verdade, digna de mim. Viver do reflexo de meu passado é como viver uma vida que não é minha. É como renascer todos os dias com memória das vidas passadas.
Não me arrependo de nada e tampouco sinto vergonha ou medo. Eu só queria me permitir mudar, crescer, quebrar esse casulo que me prende ao passado e desabrochar numa linda borboleta ou numa feiosa mariposa. Só quero poder mudar e deixar para trás o ontem.
No entanto, a vida é cheia de truques e, quanto mais eu tento seguir um caminho a frente, mais eu percebo estar andando no caminho contrário. Quanto mais me mexo para sair, mais afundo na areia movediça. Quanto mais eu corro dos problemas para me sentir bem, mais eu volto aos mesmos problemas.

A maior armadilha de todas: afeto e proteção em troca a de controle, chantagem, manipulação, humilhação. Ela é eficiente porque combina o afeto com a humilhação, o que pode parecer confuso, mas um complementa o outro.

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