22 – Emo

I don’t mind where you come from
As long as you come to me
I don’t like illusions I can’t see
Them clearly

O sentimento de vazio
Sentimento de solidão
Um Sofrimento bem cristão
Como se um buraco abrisse
E engolisse o sentimento bom
Como se a terra não tivesse perdão

Sofrer por viver é inevitável
Então porque não tornar isso claro?
Demonstrando sempre que estou revoltado
Viver pelo que sinto sem limite exato
A opinião dos outros… Jogo no saco

Roupa preta e maquiagem barata
As unhas bem mal pintadas
Um fone que salva o mundo
Não pode dar vazão aos absurdos

A cabeça toda complexada
Absurdo é o que não falta
Aonde estamos indo, ente?
Não nos calaremos a barbárie
Seremos sempre irreverentes

Mas o objetivo não é o mundo
Mas salvar a nós mesmos
Que sabemos lá no fundo
A guerra transformou tudo em esmo

Não há mais verdade
Que emita confiança
Nem mais um futuro
Que possa servir como esperança
O que temos hoje é nós
A arte que gostamos
Um artista e sua voz

Mergulhamos na autodestruição
Procurando um sentido da vida
Em meio a mentiras e enganação
Mas esse desafio parece não ter saída

Uma gota é uma enchente
E uma brisa se iguala a furacão
Não tem como um adolescente
Amadurecer rápido e com noção

Finalmente, digo o que é emo
É sentir o gosto do veneno
Viver a noite no sereno
Românticos se sentem plenos
Sabendo que pegamos seu lugar

O veneno é letal, mas não se assuste
É necessário entender a morte que ruge
As crises existenciais assombram a noite
Cada um com as técnicas, evitando a foice

Porém alguns não a evitam
Cedem ao desejo dos demônios
Sussurrando em cada ouvido
Dedicam àquela vida um último suspiro
Esses são os mais fortes
Os destemidos

Mas cabe aos emos segurar
O peso de sentir o sofrimento
Estuda-lo e entrar em consenso
Com os fantasmas a te puxar

Estes, os emos, são guardiões
Que guardam para os vivos
Os pesados e imensos portões
Entre o “definho” ou “sobrevivo”

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