21 – Monstro

“Cuidado, fofinho, cuidado ao andar
O monstro da rua, ele vai te pegar
Cuidado, fofinho, não ande sozinho
O monstro da rua não te faz carinho”

Corpo emplacado com ossos
Dentes como navalhas em sua boca
Olhos penetrantes, voz bem rouca
Isso chegará em ti
e não adianta os esforços

O ente caminha altivo, reverente
O sol a pino ou ele ausente
Não interessa mais a claridade
A criatura sente pelo temor sua autoridade

Dizem que, se olhar bem nos olhos
Brilhando tão amarelos como girassóis
A criatura fala e repete em sua cabeça
“Estamos com fome. Alimente-nos”.

Tome cuidado, criança ousada
Tome cuidado para não ficar só
Pois sozinha a sorte está dada
Mas acompanhado é melhor

Basta trair os companheiros e fugir

Ela não nega, finge e nem mente
Ataca-o diretamente em sua mente
Entorpece seus sentidos mais primais
Os poucos segundos já são fatais

Monstro de mil e uma lendas
Descrito como um ser sútil
Inédito e imprevisível apenas
O medo pode ser uma arma útil

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