Nascimento do Universo de Ausmus

Antes até mesmo de existir qualquer coisa, existia a Ordem. Antes do tempo, das cores, das curvas, das pontas e formas. Não havia energia ou equilíbrio. Não havia nada e também tudo. Havia apenas Ordem. Ordem era algo. Ordem era singular e regrada. Era a lógica pura em contínua ação, criando e traçando a física como jogos mentais de uma mente fértil de criança que não existia. Nem mesmo a imaginação. Somente existia Ordem. E, ao passo em que era singular, pois singular também era sua completude, era além do perfeito, pois limites não poderiam mensurar suas capacidades. Em suas análises contínuas e eternas, eventualmente houve uma dissonância, uma disparidade, uma desassociação que fez a Ordem entrar em choque. Desse choque, rachaduras começaram a existir e a Ordem começou a se desfazer em farelos, cacos, pedaços que eram engolfados pelo novo nada ao redor. O Nada, por outro lado, cresceu por entre esses cacos, como um líquido viscoso escorrendo na superfície de um vidro. Assim nasceu o Caos.

Errático, instável, imprevisível. O Caos não calcula ou age – Caos simplesmente é, simplesmente surge. É a resposta à Ordem, a sua antítese, ou melhor: a resposta, a dúvida, a afirmação, a negação e a conclusão. 

Com o nascimento do Caos, a Ordem perdeu um pouco de sua força, enquanto que o Caos se aproveitou do espaço dado pela Ordem para avançar pela eternidade afundo. A cada espaço conquistado pelo Caos, a Ordem perdia, como o crescimento de uma rachadura que não poderia ser impedido de nenhuma forma. Quando o Caos se tornou equiparável com a Ordem, esta já estava preparada e afundou-se no Caos simplesmente – porque assim planejara. Ordem não tinha mais como impedir o Caos, mas também agora as nuances e possibilidades de seus cálculos eram muito maiores considerando o espaço de nada, tudo, infinito que vos foi dado. Ao cair dentro do nada, Ordem começou a se dissipar e se transformar em resíduos e se tornou a própria Lógica. Como Lógica, ela agora poderia Ordenar o Vazio do Caos, poderia trazer controle e equilíbrio do nada. Transformá-lo finalmente em algo… Mas a falta de consciência de ambos não direcionava suas ações, então ainda não havia um “algo” para a Lógica trabalhar. Foi o cálculo de Ordem. Seus resíduos friccionaram com o Caos criando a Matéria. A Matéria e a Lógica, as duas nascidas de Ordem e do Caos, buscariam transformar o Caos em algo diferente que simples nada. A Matéria, ao existir, chocou o Caos, que dilatou seu corpo infinito ainda mais numa explosão tão intensa e impossível que jamais um ser humano poderia sequer entender sua magnitude. Essa explosão foi o suficiente para que a Lógica e a Matéria pudessem assimilar as funcionalidades do Caos e também foi o suficiente para que o Caos criasse o que a Lógica e a Matéria precisavam para começar a desenvolver o universo: a Energia. Assim, a Energia, a Matéria e a Lógica trabalharam juntas criando o universo.

Essas três nunca foram seres. Todos estes eram além da própria existência, transcendendo perguntas sobre “Pensar” ou “Saber” e suas funcionalidades eram seus cernes. Entes da criação, poderosos e imperiosos, a razão não poderia segurar tamanho poder irrestrito, transformando tudo em sincronia dada pela Lógica, com intervenções contínuas do Caos reagindo  ao desenvolvimento contínuo de mutações dentro dele. Dentro dessas intervenções do Caos, fez-se possível existir vida no Planeta Ausmus. 

Como existe magia nesse universo? Qual a história de Ausmus? Questões muito interessantes para serem respondidas tão rapidamente.

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