É comum querer estar sozinho a maior parte do tempo?
Aproveitar o silêncio no ar
Não preciso facilitar o que falo
Posso enlouquecer e reestruturar ao mesmo num segundo
Ultrapassando as barreiras de minha própria vontade
Sou eu, o avatar que conversa comigo mesmo.
Ser interessante não é necessário
Fico despido enquanto anoto meu diário
Todas essas breves notas passam ao lado
Descarnado passo do meu cérebro almado
Os pés andam enquanto eu permaneço
Um passo atrás do outro, esmureço
O cérebro toma controle, eu o auxilio
Na caminhada do poema de meu-e-seu
Lírico
A disputa não existe de verdade
Até porque quem disputa sou eu
E minha cara metade
Sou apaixonado nessa imbecilidade
Desde primeira palavra minha mão escreveu
Talvez eu esteja me expressando mal
Não romantizo a solidão como uma igual
Faço da solidão uma ente querida
Odeio-na quando eterna presente
Mas sempre estará bem-vinda
Para meus devaneios fluírem
E meus pensamentos correrem
Para a solidão eu logo recorro
E ela sempre com os braços abertos
É onde eu me encontro