Desconstruir meu futuro inexistente

Como imaginar o silêncio de mil sóis explodindo pelo universo?
Como conceber o insurdecedor barulho do movimento em silêncio?
Assim que está minha mente.
Meus olhos conseguem ver
Mas a consciência não compreende

De certo que meu caminho é trilhado
Explorado, meu futuro é inédito
Deixo a sorte ter seu crédito
Estendo a mão e lanço os dados

Quando irei lidar com o fardo?
Esse peso de pensar o inevitável
O conflito em mim desprende
Esse ranger de meus dentes
Esse grito estridente, imparável
Surta meus atos, é intorpecente

Andar está sendo difícil demais
Nesse trecho lamacento, obscuro
Eu já não sei mais se sou capaz
Deixo-me ao relento, não me procuro

Mas o tempo passa
O tempo passa e eu, estagnado
Vejo o futuro de meus amigos
Sinto-me arraigado ao passado
Não sei se o problema é comigo
Não sei nem se eu consigo
As tentativas só dão errado
Queria fugir para um doutorado
Engraçado
Nenhum tema tem me interessado
Sei que estou na beira do fracasso

Será que eu tenho feito o que é de meu agrado?
Ciências sociais, Sociologia, Política, Antropologia…
Esse é o meu lugar no mundo de fato?
Antes eu tinha certeza, adorava o aprendizado
Aprender por aprender não existe neste mundo
Globalizado

Nada me prende a este curso
Nada me chama! Que desgraça!
Calouros sentindo São Lázaro em seus pulsos
Será que meu ano foi uma farsa?
Tentei tanto, mas continuo destituído de……………………………
O sentimento de vazio torce a alma

Uma foto da biblioteca central da UFBA.

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