Escrever para mim sempre foi uma atividade libertadora. Quando era menor eu não conseguia demonstrar meus sentimentos de insatisfação, de amor, de insegurança e afins. Eu descobri que eu conseguia escrever numa oficina que minha professora de Português fez durante a sexta série. Eu fiz a minha primeira poesia (que perdi durante o tempo) e fiz a de meu amigo Bruce em menos de 10 minutos. As duas ficaram muito boas para um garoto de 12 anos e digo sem medo de ser egocêntrico ou narcisista – eu senti muito orgulho de mim mesmo ali. A partir disso eu tenho escrito.
Claro que existem muitos textos que eu nunca publiquei e textos que eu nunca vou querer publicar, também houve textos que perdi com o tempo e outros que só existem na minha cabeça e um dia eu vou parir eles, ou não e tá tudo bem porque o objetivo de meus textos são de principalmente me acalmar e fazer com que o mundo fique quieto por ao menos alguns minutos.
Acho que meu intervalo maior da escrita foi durante o ensino médio em que eu só podia escrever dissertações em que eu nunca fui um aluno exemplar (mesmo tendo um modelo único). Na verdade, mesmo durante o ensino médio, eu sempre escrevi nas notas meus textos. Eu tinha um conjunto de crônicas sobre o tempo que eu queria muito publicar, algo sobre dar personalidade às versões de tempo que maior parte de nossa sociedade acredita (passado, presente e futuro) e crônicas sobre essas três que pudesse falar por si os desafios de se pensar tempo de forma singular ou obsessiva, mas eu os perdi quando perdi meu celular antigo (furtado). Tentei reescrever, mas nunca ficou da mesma forma.
Eu tinha muito medo e vergonha de apresentar meus textos às outras pessoas. Eu ainda tenho. É porque esses textos são recortes do meu ponto de vista da realidade em que me cerca e geralmente meus sentimentos transbordam nesses textos. É/era muito doloroso só sentir que alguém não se importa com eles ou que não gostou, mas atualmente eu aceito melhor as críticas porque eu quero melhorar e desenvolver essa parte minha. Por isso e por empurrão de uma amiga que eu criei esse blog. Para que meus pensamentos e minhas histórias fiquem armazenadas até eu morrer. E depois.
Sei lá, quem sabe alguém lê e se sente bem, ou pensa em algo que eu disse ou guarda pra si e lembra de mim mesmo. Eu escrevo para mim e pronto, mas a decisão de publicar é para mim e para meus leitores.
Eu penso em um dia escrever um livro. Isso seria meu sonho. Mas ainda acho que tem muito para eu melhorar e muitas palavras e manias de escrita que eu preciso deixar. Eu queria ter uma escrita mais limpa e mais instigante. Eu tô tentando aprender no limite do possível, porque é um hobby e eu tenho outras coisas para fazer.
Acho que livro é meio ultrapassado também, já que hoje em dia no Brasil quase ninguém lê, mas eu adoro livros. É um meio físico de compartilhamento de informações e pensamentos! Que resistem anos! E podem ser reformulados, renovados, reescritos e inspirar gerações. Podem servir também só para colar sapato. Espero que as pessoas que eu considero ao menos guardem meus livros e não usem para cola de sapato ou carteira, mas se acontecer eu vou entender.
Acho que é isso por enquanto.
