O silêncio do sexo.

Por detrás da sua mão, solto um gemido baixinho. Eu estou acordado. Não consigo me desvencilhar da consciência nem que seja um segundo. Você consegue. Você está em outro mundo agora, muito longe para que eu consiga ter coragem de te colocar aqui embaixo, para que possa me ouvir.

Continuamos. Eu sinto a dor, mas você diz que é passageira. Eu peço para que você me ajude a suportar, mas você quer viver isso sozinho. Eu já estou acostumado. A dor cresce, mas o prazer vem junto e eu me contento.

Penso em como ele é gostoso. Em como é sorte minha tê-lo. Em como sou inferior àquele corpo que agora me consome. Eu não sou? Ele sorri e me beija. Eu tento segurar esse beijo para não chorar. Ele não tem tempo para beijos, penetração é mais importante.

Ele goza. Respira. Sorri. E me leva para tomar banho com ele.

Eu respiro fundo. Levanto feliz. Tento conversar e elogiar. Tomo banho. Vou para minha casa.

Talvez a culpa seja minha de não gostar. Ele gostou. O sexo foi bom, não? E ele foi gentil e educado comigo…

Tiveram outros que não foram…

Coloquei meu barbeador como foto. Eu sou bem peludo, então é necessário que eu tenha um.

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