“Nossas memórias morrem conosco”

Desenho de Klaus da série “Umbrella Academy” pelo meu amigo Fritas.

Essa frase me tocou. Depender diretamente dos outros para me dar algum sentido de viver já não faz mais sentido. Preciso seguir meu caminho, traçar meus objetivos, viver minha própria vida. Fugir de viver só me faz deixar mais lento o presente e não me impede de lidar com meu futuro. Preciso me agarrar a essa vontade de viver. Preciso internalizar que eu me amo e que não existir não faz sentido mais – pois eu existo.

Para mim, pensar sobre essa frase é mais do que deixar viva os momentos e pessoas que já morreram dentro de mim para celebrar suas vidas o máximo que eu puder. É saber que visões de mundo são únicas e especiais de sua forma. É aprender a cuidar de meus próprios pensamentos, mesmo os mais vis e assustadores, e fazer as pazes com esse Ícaro infeliz e negligenciado. É cuidar das relações que eu ainda tenho aqui, ao menos no limite do que eu possa fazer e do que as relações suportam. É ser verdadeiro e fiel comigo mesmo.

Portanto, quando as minhas memórias morrerem comigo, eu estarei satisfeito, pois sei que não há nada que um homem de 10 mil anos possa ver que um de 44 anos já não tenha visto. E eu nem sei o meu limite e nem quantas coisas verei nessa vida.

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